
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal analisa decisão do ministro André Mendonça que levou Daniel Vorcaro à cadeia
O destino do banqueiro Daniel Vorcaro volta ao centro das atenções do Judiciário nesta sexta-feira (13). A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, em plenário virtual, o julgamento que decidirá se mantém ou revoga a prisão preventiva do dono do Banco Master, determinada pelo ministro André Mendonça.
O caso ficará disponível para votação dos ministros por uma semana. O colegiado é formado por cinco integrantes, mas o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participará da análise. Em fevereiro, ele deixou a relatoria de processos relacionados ao Banco Master após a Polícia Federal do Brasil encontrar menções ao seu nome no celular de Vorcaro durante investigações.
Com isso, participarão do julgamento os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Em caso de empate, o banqueiro poderá ser beneficiado, já que a Lei 14.836/2024 estabelece que decisões criminais empatadas no STF favorecem o réu.
Prisão preventiva
Daniel Vorcaro está preso preventivamente na Penitenciária Federal de Brasília. Ao decretar a prisão na semana passada, Mendonça apontou o empresário como líder de uma organização criminosa e afirmou que a medida era necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.
Segundo o ministro, as investigações indicam que o banqueiro teria tentado interferir nas apurações da Polícia Federal após deixar a prisão anterior, ocorrida em novembro de 2025.
Entre os elementos citados na decisão está a suspeita de ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do investigado, supostamente usadas para fraudar credores. O processo também menciona que o Fundo Garantidor de Créditos teria sido acionado para cobrir um rombo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.
Suspeitas investigadas
A decisão judicial ainda aponta indícios de que Vorcaro teria comandado um núcleo de intimidação e coerção, que teria sido utilizado para monitorar, ameaçar e agredir desafetos. Também são investigadas suspeitas de tentativa de corrupção de servidores do Banco Central em troca de informações privilegiadas e favorecimento em fiscalizações.
Mendonça destacou ainda o risco de fuga, citando que o empresário possui patrimônio no exterior e acesso a aeronaves privadas, fatores que poderiam facilitar uma eventual saída do país.
O julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deverá definir se a prisão preventiva será mantida ou se o banqueiro poderá responder às investigações em liberdade.



















