Medida judicial prevê prisão domiciliar por 1 ano e 3 meses após declarações contra ex-governador
Entre vídeos nas redes sociais, decisões judiciais e acusações públicas, o ex-vereador Tiago Vargas voltou ao centro do noticiário em Campo Grande — agora, com tornozeleira eletrônica e em regime de prisão domiciliar.
O ex-parlamentar passou a usar o equipamento na tarde desta segunda-feira (13), após decisão da Justiça em ação movida pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. A instalação foi realizada na unidade de monitoramento eletrônico da capital, em Campo Grande.
A medida foi determinada pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal, que converteu a pena para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico pelo período de um ano e três meses.
Ao confirmar o início do cumprimento da decisão, Tiago Vargas afirmou que já segue as restrições impostas pela Justiça. “Já estou em prisão domiciliar”, disse.
Declarações e origem da condenação
A condenação tem origem em declarações feitas por Vargas em 2021, quando ainda era policial civil. Na ocasião, ele publicou vídeos nas redes sociais nos quais chamou Azambuja de “corrupto”.
Após colocar a tornozeleira, o ex-vereador voltou a se manifestar. Em vídeo, afirmou que a medida não está relacionada a crimes de corrupção. “Se vocês me virem na rua, não é porque eu pratiquei corrupção, é porque um dia eu chamei um ex-governador de corrupto”, declarou.
Medidas e restrições
Com a decisão judicial, Vargas deverá cumprir uma série de medidas, como:
- recolhimento domiciliar das 19h às 6h;
- permanência em casa aos domingos e feriados;
- comparecimento mensal ao Patronato Penitenciário;
Em caso de necessidade de atendimento médico, ele deverá apresentar comprovação à Justiça em até 48 horas.
O próprio ex-vereador havia informado, dias antes, que teria prazo de 48 horas para instalação da tornozeleira. Em publicações nas redes sociais, ele apareceu emocionado ao comentar a decisão e afirmou que não se arrepende das declarações feitas no passado.
Trajetória e desdobramentos
Ex-policial civil, Tiago Vargas ganhou notoriedade nas redes sociais com vídeos que repercutiram amplamente. Em 2020, foi eleito vereador mais votado da capital.
No mesmo ano, acabou exonerado da Polícia Civil após processos administrativos. Posteriormente, chegou a ser eleito deputado, mas perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível por oito anos.
O ex-vereador afirma que é alvo de perseguição política e sustenta que a condenação está relacionada às críticas feitas ao ex-governador. O caso segue no âmbito judicial, com cumprimento da pena já em andamento.




















