Acidente ocorreu no Bairro Nova; autoridades apuram responsabilidades e denúncias de maus-tratos
Uma criança de apenas 1 ano e 7 meses morreu após dias internada em decorrência de um atropelamento ocorrido no Bairro Nova, em Campo Grande. O caso, que começou como um acidente de trânsito, passou a ser investigado também por suspeitas de manobras perigosas e possíveis maus-tratos, segundo informações registradas pela polícia.
O atropelamento aconteceu na noite de quinta-feira (26), na Rua Zulmira Borba. Conforme o boletim de ocorrência, a menina estava com os pais em uma praça da região quando foi atingida por uma motocicleta conduzida por um homem que estaria empinando o veículo. O motociclista seria amigo do casal.
De acordo com o relato do avô da criança, ao ser questionado pelas autoridades sobre a identidade do condutor, o pai da vítima se recusou a fornecer informações, o que teria dificultado a identificação imediata do suspeito.
Após o impacto, a criança foi socorrida e levada inicialmente para atendimento médico, sendo posteriormente encaminhada à Santa Casa. Ela recebeu alta hospitalar na sexta-feira (27), mas voltou a passar mal no dia seguinte e precisou ser novamente internada. Durante a segunda internação, o quadro clínico se agravou e, apesar das tentativas médicas, a menina não resistiu.
Exames apontaram que a vítima apresentava uma costela quebrada, lesão que, segundo familiares, teria sido provocada no momento do atropelamento. Há relatos de que a criança estava no colo do pai quando foi atingida pela motocicleta, em um trecho escuro da via, enquanto a família retornava para casa.
Familiares afirmaram ainda que o acesso de parentes ao hospital teria sido limitado pelos pais da criança durante o período de internação, dificultando a obtenção de informações sobre o estado de saúde da menina.
Além das circunstâncias do acidente, denúncias encaminhadas às autoridades levantam suspeitas de maus-tratos. Segundo relatos, a criança já era acompanhada pelo Conselho Tutelar, e há informações de que os pais enfrentariam situação de vulnerabilidade social. As denúncias incluem possíveis agressões frequentes, o que também passou a ser apurado.
Outro ponto investigado é o fato de, no momento do atropelamento, não terem sido acionados serviços de emergência como Samu, Corpo de Bombeiros ou polícia, conforme informações repassadas por familiares.
O caso segue sob investigação para esclarecer as responsabilidades pelo atropelamento, identificar o motociclista envolvido e apurar as denúncias relacionadas ao contexto familiar da vítima. A reportagem tentou contato com a Santa Casa para obter detalhes sobre o atendimento prestado, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
O velório da criança ocorreu na tarde desta segunda-feira (30), em Campo Grande.




















