Páscoa mais cara: preços de ovos de chocolate variam até 118% em Campo Grande

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Pesquisa do Procon revela diferença de até 118% nos produtos de Páscoa na Capital

Levantamento do Procon-MS aponta grandes diferenças entre supermercados e peixarias; pesquisa inclui chocolates, colombas e pescados tradicionais da data.

Quem deixou para comprar os produtos da Páscoa mais perto da data pode encontrar diferenças significativas nos preços em Campo Grande. Levantamento do Procon Mato Grosso do Sul identificou variações que chegam a 118% entre itens tradicionais da celebração, como ovos de chocolate e pescados comercializados na Capital.

A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 24 de março em 14 estabelecimentos comerciais — sete supermercados, uma loja de departamentos e seis peixarias. Segundo o órgão, os valores podem sofrer alterações conforme promoções, disponibilidade dos produtos e demanda dos consumidores. Os dados completos estão disponíveis para consulta no site oficial do Procon-MS.

Ovos e chocolates lideram variações

Os ovos de Páscoa infantis apresentaram a maior diferença de preços registrada no levantamento, com variação de 118,3%. Os produtos analisados possuem 80 gramas, da marca Montevergine, e incluem brindes ligados a personagens infantis.

Outros itens também apresentaram oscilações relevantes. O ovo da linha Ouro Branco (359g), da Lacta, teve variação de 55,6%, enquanto o ovo Caribe (229g), da Garoto, registrou diferença de 40,6% entre estabelecimentos.

Entre os bombons, a caixa Ferrero Rocher, com oito unidades, apresentou variação de 39,7%. Já os produtos Lacta Favoritos e Sonho de Valsa/Ouro Branco Sortidos tiveram diferença média de 34,7%. A Colomba Pascal da Bauducco, nas versões com frutas ou gotas de chocolate, registrou variação de 21,8%.

O Procon orienta que os consumidores observem atentamente o peso líquido dos produtos, já que embalagens semelhantes podem apresentar quantidades diferentes. Nos casos de ovos com brinquedos, é importante verificar a presença do selo do Inmetro, que garante a segurança dos itens.

Peixes e pescados também variam

Nas peixarias, o filé de salmão apresentou a maior variação entre os pescados, chegando a 82%, com preço médio de R$ 111,72 o quilo. O salmão inteiro teve valor médio de R$ 93,02.

O bacalhau do tipo Saithe registrou diferença de 43% nos preços encontrados pelos pesquisadores. Já entre os peixes de água doce, as oscilações foram menores, com destaque para o filé de pintado de cativeiro, que variou 33%, e a costelinha de pacu, com 31%.

Consulta dos preços

Os relatórios completos da pesquisa podem ser acessados nos links disponibilizados pelo Procon-MS, que detalham os valores encontrados em cada estabelecimento analisado.