Plantão de vacinação contra gripe será realizado durante feriado na Capital

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(Foto: PMCG)

Unidade de saúde abre em esquema especial para ampliar proteção dos grupos prioritários

A vacinação contra a gripe ganha reforço em Campo Grande justamente em um momento de alerta para doenças respiratórias. Em meio ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país e ao aumento de casos associados à Influenza A, a Prefeitura mantém um plantão especial de imunização nesta Sexta-Feira da Paixão (3), garantindo acesso à vacina mesmo durante o feriado.

A campanha contra a influenza segue ativa na Capital e será realizada em esquema especial pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). A vacinação estará disponível na Unidade de Saúde da Família (USF) Tiradentes, das 7h30 às 16h45.

A imunização é destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de áreas essenciais. Para receber a dose, é necessário apresentar documento oficial com foto e, se possível, comprovante da condição que garante o acesso à vacina.

A orientação da Sesau é que a população aproveite o plantão para se proteger contra a gripe, especialmente diante do aumento de doenças respiratórias registrado nas últimas semanas.

Crescimento da SRAG acende alerta

Enquanto o Estado enfrenta um surto de chikungunya, outro problema de saúde avança de forma silenciosa: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, apontam tendência de crescimento dos casos em todo o país no longo prazo, mesmo com períodos pontuais de estabilidade.

Pelo menos 18 estados brasileiros estão em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com aumento observado nas últimas seis semanas, principalmente em ocorrências ligadas à Influenza A — o vírus da gripe.

Mato Grosso do Sul está entre as unidades federativas com crescimento da síndrome, e Campo Grande integra o grupo de 14 capitais brasileiras classificadas em alerta, risco ou alto risco para a doença.

Segundo o levantamento, o Estado apresenta probabilidade superior a 95% de continuidade no crescimento dos casos, considerando o comportamento epidemiológico recente. Na Capital, o cenário também permanece em alerta, com tendência de avanço a longo prazo.

A Influenza A tem sido apontada como principal responsável pelo aumento dos casos graves entre jovens, adultos e idosos — grupos que concentram a maior parte dos óbitos registrados. Nas últimas quatro semanas, o vírus respondeu por 27,4% dos casos positivos de SRAG no Brasil e por 36,9% das mortes associadas à síndrome.

Situação em Mato Grosso do Sul

De acordo com o boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde, Mato Grosso do Sul já contabiliza 885 casos de SRAG. Desse total, 340 tiveram agente causador identificado, 408 permanecem sem especificação e 137 ainda aguardam classificação final.

O maior número de registros ocorre entre crianças de 0 a 9 anos, com 412 casos confirmados. Ao todo, foram registrados 87 óbitos pela doença, com maior incidência entre idosos, especialmente pessoas com 80 anos ou mais, que somam 25 mortes.

Entre os vírus identificados, o rinovírus aparece como o mais frequente, com 186 casos confirmados no Estado. Conhecido por causar o resfriado comum, ele também está associado a infecções respiratórias superiores e é a segunda principal causa de bronquiolite em crianças, atrás apenas do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 20 ocorrências de SRAG em Mato Grosso do Sul.

Diante do cenário epidemiológico, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra complicações causadas pela gripe e outras doenças respiratórias.