Governo prepara nova versão do Desenrola para renegociação de dívidas

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Fazenda prepara novo programa para renegociar dívidas de brasileiros (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Anúncio deve ser feito após viagem de Lula à Europa, diz Ministério da Fazenda

Uma nova rodada de renegociação de dívidas, nos moldes do programa Desenrola, deve ser lançada pelo governo federal após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa. O anúncio foi confirmado nesta segunda-feira (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, o desenho final da proposta ainda está em elaboração pela equipe econômica e será apresentado ao presidente nos próximos dias. A divulgação oficial ficará a cargo de Lula, após o retorno ao Brasil.

“Ainda estamos terminando de desenhar o programa e vamos apresentar ao presidente. Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan em São Paulo, durante cerimônia de assinatura de crédito para as obras do Túnel Santos–Guarujá.

O objetivo da iniciativa é reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda ao longo dos próximos meses.

Medidas em estudo

Entre as ações avaliadas pelo governo está a possibilidade de liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. A estimativa preliminar é de que até R$ 7 bilhões possam ser utilizados nessa modalidade.

Outra frente em análise envolve mecanismos para reduzir o impacto do uso de apostas esportivas e plataformas de jogos eletrônicos no endividamento das famílias.

Durigan afirmou que o programa deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas, embora não tenha detalhado todas as medidas que serão adotadas.

Anúncio após viagem

O ministro embarca ainda nesta segunda-feira para compromissos nos Estados Unidos e na Europa. Durante a viagem internacional, ele deve se encontrar com o presidente Lula, que cumpre agenda em países como Espanha e Alemanha.

“Na volta, a gente deve estar pronto para o presidente poder anunciar”, disse.

A viagem faz parte de uma agenda econômica que inclui debates sobre governança financeira, transição energética e cooperação internacional, além de servir para finalizar os ajustes do programa antes do lançamento oficial.