
Fenômeno astronômico atinge pico e pode ser visto a olho nu em áreas afastadas da iluminação urbana no estado
Olhar para o céu pode render um espetáculo raro nesta madrugada no Mato Grosso do Sul. Entre terça e quarta-feira (22), a chuva de meteoros Líridas atinge seu pico e deve ser mais bem observada no estado a partir da meia-noite e meia, quando o fenômeno ganha força e o céu escuro favorece a visualização.
O evento astronômico, considerado um dos mais antigos já registrados pela humanidade, pode ser visto em diferentes regiões do Brasil, mas o Mato Grosso do Sul está entre os locais com boas condições de observação, especialmente em áreas afastadas da iluminação urbana.
Na prática, quem estiver em cidades como Campo Grande, Dourados, Corumbá ou em regiões rurais do estado pode ter mais chances de acompanhar o fenômeno com nitidez, já que o brilho das luzes artificiais interfere diretamente na visibilidade dos meteoros.
Um espetáculo que passa sobre o céu sul-mato-grossense
As Líridas acontecem quando a Terra atravessa uma nuvem de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 Thatcher. Esses fragmentos entram na atmosfera em altíssima velocidade e queimam ao contato com o ar, formando riscos luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.
No Mato Grosso do Sul, o melhor período de observação começa após a 0h30, com pico nas horas seguintes da madrugada. Em condições ideais, podem ser vistos entre 15 e 20 meteoros por hora.
Por que o fenômeno chama atenção
Os meteoros das Líridas são conhecidos por serem rápidos e, em alguns casos, bastante brilhantes. Em raras ocasiões, podem surgir bolas de fogo, que chamam ainda mais atenção no céu noturno.
Segundo astrônomos, o radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — fica na direção da constelação de Lira, que vai ganhando altura no céu ao longo da madrugada, favorecendo a observação no Centro-Oeste.
Condições ajudam observação em MS
Neste ano, a fase da Lua também contribui para a visibilidade do fenômeno. Com baixa iluminação lunar no pico da chuva de meteoros, o céu tende a ficar mais escuro, o que é ideal para observar até os rastros mais fracos.
A recomendação para quem estiver no Mato Grosso do Sul é buscar locais abertos, longe de luz artificial, e aguardar alguns minutos para adaptação dos olhos ao escuro. Não é necessário uso de equipamentos: o fenômeno pode ser visto a olho nu.
As Líridas são registradas há cerca de 2.700 anos, sendo uma das chuvas de meteoros mais antigas conhecidas, e continuam despertando atenção de observadores em todo o mundo — incluindo quem olhar para o céu sul-mato-grossense nesta madrugada.



















