
Cidade registra mais de 6 mil casos e ocupa 110% dos leitos hospitalares
Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, vive um cenário crítico na saúde pública por conta do avanço da chikungunya. Em meio ao decreto de calamidade pública, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) intensificou as articulações em Brasília para tentar acelerar o envio de apoio emergencial ao município.
A mobilização inclui diálogo direto com o Ministério da Saúde. Na manhã desta terça-feira (21), feriado nacional, o senador telefonou ao ministro Alexandre Padilha para cobrar medidas imediatas diante da situação no município.
Entre as solicitações estão o envio de novas tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, com apoio da Fiocruz, reforço na estrutura da rede de saúde local e atuação da Força Nacional do SUS para ampliar a capacidade de atendimento.
Pressão no sistema de saúde
Dourados é hoje um dos municípios mais afetados do país pela chikungunya. Segundo dados municipais, já são mais de 6,1 mil casos prováveis da doença, com taxa de positividade de 64,9%.
A pressão sobre o sistema de saúde é considerada extrema. A ocupação de leitos hospitalares chega a cerca de 110%, situação que eleva o risco de colapso na rede.
Vacinação e novas estratégias
Como parte das ações emergenciais, o senador também pediu a inclusão de Dourados em iniciativas de vacinação e em testes de novos imunizantes contra a chikungunya.
O município já começou a receber um lote de 43,5 mil doses, que devem ser aplicadas nos próximos dias como forma de reforçar a resposta à epidemia.
Epidemia em expansão no estado
Mato Grosso do Sul enfrenta uma das maiores crises de chikungunya do país em 2026. O estado concentra 12 mortes confirmadas pela doença, o que representa mais da metade dos óbitos registrados no Brasil.
A maioria das vítimas é formada por idosos com mais de 60 anos, mas também há registros de mortes de bebês, o que acende alerta para grupos mais vulneráveis.
Dourados concentra o maior número de óbitos, seguido por municípios como Jardim, Bonito e Fátima do Sul, o que reforça a interiorização da epidemia.
Alerta e resposta emergencial
O cenário é agravado pelo alto índice de infestação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Em Mato Grosso do Sul, 67% dos municípios estão em nível de alerta.
O decreto de calamidade pública em Dourados tem validade de 90 dias e foi adotado diante da escalada de casos e da sobrecarga no sistema de saúde.
Segundo o senador Nelsinho Trad, a articulação em Brasília busca garantir resposta rápida.
“É uma situação muito séria e exige resposta imediata. Precisamos de mais estrutura e tecnologia para enfrentar esse cenário”, afirmou.



















