Confiança do comércio em Campo Grande atinge menor nível desde a pandemia

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(Foto: Divulgação)

Índice da CNC ficou em 89,2 pontos em maio, influenciado pela pior avaliação da economia e menor intenção de contratação

O pessimismo dos empresários do comércio de Campo Grande voltou a se aprofundar e atingiu, em maio, o menor patamar registrado desde o período mais crítico da pandemia de covid-19. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o levantamento, o indicador fechou o mês em 89,2 pontos, permanecendo abaixo da linha dos 100 pontos, considerada a zona de confiança. O resultado representa o menor nível desde agosto de 2020, quando o índice chegou a 86 pontos em meio aos impactos econômicos provocados pela pandemia.

Segundo a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS), Regiane Dedé de Oliveira, os componentes que mais contribuíram para a queda da confiança foram a avaliação das condições atuais da economia e a intenção de contratação de funcionários.

“O empresário está mais cauteloso para investir no negócio neste momento. Os maiores recuos foram observados justamente na percepção sobre o cenário econômico atual e na disposição para ampliar o quadro de colaboradores”, avalia.

Conforme a análise da CNC, fatores como a conjuntura macroeconômica e o período pré-eleitoral influenciam diretamente as expectativas do setor e impactam as decisões relacionadas a investimentos e expansão das empresas.

A pesquisa também revela diferenças na percepção dos empresários de acordo com o porte dos negócios. Entre empresas com até 50 funcionários, o índice registrou retração de 3,47% em maio. Já entre os empreendimentos de maior porte houve avanço de 6%, alcançando 99 pontos, próximo da faixa considerada positiva.

O recuo da confiança foi observado em diferentes segmentos do comércio. Empresários que atuam com bens não duráveis, como alimentos e produtos de consumo diário, demonstraram menor otimismo. O mesmo comportamento foi identificado entre comerciantes de bens duráveis, categoria que inclui eletrodomésticos, móveis e veículos.

Os dados reforçam um cenário de cautela no comércio da Capital, com empresários mais atentos ao comportamento da economia e às perspectivas para os próximos meses.