
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT) indiciou duas mulheres por maus-tratos e abandono de animal: uma tutora e uma enfermeira, amigas, que entregaram um cachorro com doença congênita no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) fingindo tê-lo encontrado abandonado na rua.
O animal foi disponibilizado para adoção na página do CCZ. Professores e servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) reconheceram o cachorro, pois já haviam atendido e tratado dele anteriormente, e informaram à polícia quem seria sua responsável.
Conforme as investigações, ao saber que precisaria arcar com despesas de tratamento, a tutora combinou com a amiga — enfermeira — de levar o animal ao CCZ. Lá, mentiram dizendo que o haviam encontrado agonizando na via pública, tentando se livrar da responsabilidade.
Durante o depoimento, a tutora inicialmente chorou e alegou que o cachorro já havia morrido, dizendo que “faria de tudo” para tê-lo de volta. Ao ser confrontada com provas, confessou a mentira e também denunciou a participação da amiga, que havia simulado o encontro do animal.
Ambas foram indiciadas e o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. A polícia reforça que abandonar um animal — mesmo em unidade de saúde ou centro de zoonoses — é crime, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98), com pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição de ter animais.
O cachorro foi resgatado e encaminhado aos cuidados de uma protetora independente, onde recebe atendimento adequado e proteção.





















