Cesta básica de Campo Grande sobe 1,73% em maio e chega a R$ 841,19

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Foto: Kleber Clajus/Procon/Arquivo

O custo da cesta básica em Campo Grande registrou alta de 1,73% (aumento de R$ 14,30 em valores reais) em maio, na comparação com abril, chegando ao valor de R$ 841,19. A informação consta na pesquisa de preço produzida e divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Ainda conforme consta, o preço do conjunto de alimentos na capital sul-mato-grossense também acumula elevação de 6,56% nos últimos 12 meses e de 8,41% apenas no primeiro semestre deste ano. No ranking nacional, a cidade aparece com a oitava cesta básica mais cara e a segunda apenas na região Centro-Oeste.

Cesta básica de Campo Grande sobe 1,73% em maio e chega a R$ 841,19

Variação por produto

Entre os 13 itens que compõem a cesta, apenas três tiveram aumento no último mês, com destaque para hortifrutis:
Maiores altas (abril a maio):

  • Batata: +46,71%
  • Tomate: +21,37%
  • Feijão carioca: +8,37%

Produtos com queda de preço:
Banana, café, açúcar, manteiga, óleo, leite, carne, farinha, pão e arroz registraram reduções que variaram de -0,24% a -10,84%.

Acumulado dos últimos 12 meses

No período de maio de 2025 a maio de 2026, sete itens ficaram mais caros: feijão (+46,62%), tomate (+29,93%), batata (+29,86%), carne (+7,14%), pão (+2,87%), óleo (+2,38%) e leite (+2,22%). Já açúcar, arroz, café, banana, farinha e manteiga apresentaram quedas expressivas.

Acumulado do ano

De dezembro de 2025 a maio de 2026, os aumentos mais significativos foram do tomate (+92,64%) e da batata (+80,15%), influenciados principalmente por questões climáticas e de safra.

Impacto no orçamento do trabalhador

Para quem recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00, o esforço para comprar a cesta básica aumentou:

  • Em maio, foram necessárias 114 horas e 10 minutos de trabalho — 1 hora e 57 minutos a mais do que em abril.
  • Considerando o salário líquido (após desconto de 7,5% da Previdência), a compra comprometeu 56,10% da renda — acima dos 55,15% registrados no mês anterior.

Apesar do aumento no valor total, o percentual de comprometimento da renda ficou ligeiramente abaixo do registrado em maio de 2025, quando chegou a 56,22%, reflexo do reajuste do salário mínimo no período.