
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) confirmou nesta sexta-feira (19) mais uma morte por complicações da Chikungunya. A vítima é um jovem indígena de 19 anos, que adoeceu em 14 de março e faleceu em 29 de maio no Hospital Universitário (HU-UFGD).
Com mais esse registro, o total de óbitos chegou a 15 no decorrer desse ano no município, sendo 11 de indígenas residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Outras 3 mortes ainda estão em investigação, todas de moradores da área urbana.
Números gerais
- 📊 9.772 notificações
- ✅ 4.745 casos confirmados
- ❓ 5.242 prováveis
- ❌ 4.530 descartados
- 🔍 497 em investigação
Na Reserva Indígena:
- 📌 3.151 notificações
- ✅ 2.184 confirmados
- ❓ 2.343 prováveis
- ❌ 808 descartados
- 🔍 159 em investigação
Internações caem drasticamente
No auge, chegava a 58 leitos ocupados; hoje são apenas 20 pacientes internados:
- 14 no HU-UFGD
- 2 no Hospital Regional
- 1 no Unimed
- 2 no Cassems
- 1 no Hospital da Vida
Curva da doença: pico já passou
A epidemia explodiu a partir da semana 8 (143 registros), atingiu o máximo na semana 12: 1.207 notificações. Depois oscilou, mas vem caindo:
- Semana 22: 179
- Semana 23: 194
- Semana 24: 115 (dados parciais)
O secretário de Saúde, Márcio Figueiredo, alerta: “Os focos do mosquito diminuíram muito, mas a população não pode parar de limpar quintais e eliminar água parada. O risco ainda existe”.
Óbitos em investigação
Três casos ainda são analisados:
- Mulher, 74 anos: hipertensão e doença renal
- Homem, 71 anos: diabetes
- Homem, 43 anos: sem doenças prévias
Todos moraram na zona urbana. Mesmo com a queda, o COE mantém monitoramento e ações de combate ao Aedes aegypti em toda a cidade e território indígena.




















