MS cria 1.779 empregos com carteira assinada em maio, aponta Caged

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(Foto: Marcelo Camargo - AB)

Estado manteve saldo positivo pelo quinto mês consecutivo, impulsionado pelo setor de serviços

Mato Grosso do Sul voltou a registrar crescimento no mercado de trabalho formal e encerrou maio com 1.779 novas vagas com carteira assinada, o equivalente à abertura média de 38 empregos por dia no Estado. O resultado mantém a sequência de saldos positivos observada ao longo de 2026.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mês, foram contabilizadas 34.795 admissões e 33.016 desligamentos, garantindo saldo positivo na geração de empregos.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela criação de 851 postos de trabalho. Em seguida aparecem a indústria, com 605 vagas, a construção, com 444, e a agropecuária, que abriu 105 empregos formais.

Na contramão dos demais segmentos, o comércio foi o único a registrar resultado negativo em maio, com fechamento de 226 vagas.

O levantamento mostra ainda que o salário médio dos trabalhadores admitidos em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 2.276,22 no mês.

Com o resultado de maio, o Estado completa cinco meses consecutivos de saldo positivo na geração de empregos formais. Conforme o Caged, foram criadas 4.243 vagas em janeiro, 6.248 em fevereiro, 3.508 em março, 445 em abril e 1.779 em maio.

No acumulado de 2026, Mato Grosso do Sul soma 16.223 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 190.223 contratações e 174.619 desligamentos.

Brasil

Em todo o país, o mercado de trabalho abriu 72.960 vagas formais em maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Foram registradas 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos, no menor saldo para o mês desde 2020.

Assim como em Mato Grosso do Sul, o setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com 45.655 vagas, seguido pela construção (12.096), agropecuária (10.205) e indústria (4.974). O comércio praticamente ficou estável, com saldo de apenas 40 postos de trabalho.

Entre janeiro e maio, o Brasil acumulou 767.326 empregos formais, mantendo crescimento no mercado de trabalho, embora em ritmo mais lento que o observado no mesmo período do ano passado.

Durante a divulgação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração na geração de vagas, observada nos últimos meses, ao cenário de juros elevados e aos reflexos das tensões internacionais sobre a economia. Apesar disso, o país segue com a taxa de desemprego em um dos menores níveis da série histórica.