Lesão de Lucas Paquetá obriga Ancelotti a testar alternativas para as quartas da Copa do Mundo
A Seleção Brasileira volta aos treinamentos nesta quinta-feira (2), em Nova Jersey, para iniciar a reta final de preparação para o duelo contra a Noruega, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo. O principal desafio do técnico Carlo Ancelotti é definir quem ocupará a vaga de Lucas Paquetá, lesionado, além de montar uma estratégia para conter o atacante Erling Haaland, principal destaque da equipe adversária.
A atividade acontece às 12h (de Brasília), no centro de treinamento de Columbia Park, e será o primeiro trabalho tático desde a vitória sobre o Japão, que garantiu a classificação brasileira. Os 15 minutos iniciais serão abertos à imprensa. Já às 15h30, o atacante Endrick concederá entrevista coletiva no hotel The Ridge, onde a delegação está hospedada.
Até a partida, marcada para domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium, a comissão técnica ainda comandará treinamentos na sexta-feira (3) e no sábado (4), antes do deslocamento da equipe para o estádio da decisão.
A principal dúvida na escalação segue sendo a substituição de Lucas Paquetá. O meio-campista sofreu uma lesão na coxa esquerda durante o confronto com o Japão e desfalcará a equipe. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou por não divulgar boletins médicos diários nem estabelecer prazos para o retorno dos atletas lesionados.
Nos bastidores, entretanto, o cenário é diferente entre os jogadores que estão em recuperação. A expectativa em relação a Raphinha é considerada mais positiva, com possibilidade de retorno em uma eventual fase seguinte da competição. Já o caso de Paquetá inspira maior cautela por parte da comissão técnica.
O treino desta quinta-feira deverá oferecer os primeiros indícios da formação que Ancelotti pretende utilizar diante dos noruegueses.
Uma das alternativas é promover Danilo Santos ao time titular para atuar ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães no meio-campo. A mudança manteria o equilíbrio defensivo da equipe e preservaria a estrutura ofensiva utilizada nas últimas partidas.
Outra possibilidade é uma formação mais ofensiva, com Matheus Cunha desempenhando uma função mais recuada ou Gabriel Martinelli sendo deslocado para uma posição central. O atacante do Arsenal ganhou força na disputa após entrar bem diante do Japão e marcar um dos gols da vitória.
Também existe a possibilidade de Ancelotti escalar Endrick ou Neymar como referência no ataque. Nesse cenário, Matheus Cunha seria recuado para exercer a função de articulador, formando um quarteto ofensivo ao lado dos principais atacantes.
Fabinho e Éderson aparecem como outras opções para reforçar o setor de meio-campo, dependendo da estratégia escolhida para enfrentar a Noruega.
Do outro lado, os europeus chegam embalados por uma campanha consistente. A equipe avançou às quartas de final após terminar a primeira fase na segunda colocação do Grupo I. A seleção venceu Iraque por 4 a 1 e Senegal por 3 a 2, perdeu para a França por 4 a 1 e garantiu a vaga ao derrotar a Costa do Marfim por 2 a 1.
O principal nome da equipe é Erling Haaland. O atacante marcou cinco dos dez gols da Noruega na Copa do Mundo e responde por metade da produção ofensiva da seleção, tornando-se a principal preocupação da defesa brasileira.
Apesar da força no ataque, a equipe comandada pelos noruegueses apresenta fragilidades defensivas. Foram oito gols sofridos em quatro partidas, desempenho que pode favorecer jogadores de velocidade, como Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli, caso o Brasil adote uma postura mais ofensiva.
O confronto também ganhou um ingrediente fora das quatro linhas. Parte da imprensa da Noruega publicou manchetes afirmando que o “Brasil está tremendo” diante da equipe europeia, aumentando o clima de rivalidade antes da partida.
Quem vencer o confronto entre Brasil e Noruega enfrentará, na semifinal da Copa do Mundo, o classificado do duelo entre Inglaterra e México.











