Um homem de 35 anos, condenado por participação no assassinato do investigador da Polícia Civil em crime ocorrido no ano de 2018, morreu na manhã desta quarta-feira (08) durante confronto com agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), na Vila Ministro Salgado Filho, em Ponta Porã.
Segundo o registro, na noite passada, os investigadores receberam informação de que o assassino estava escondido em uma residência, com posse de drogas e até mesmo de um revólver calibre 38.
Dessa forma, foi feita a investida, mas, ao tentar abordá-lo na manhã desta quarta, ele reagiu disparando contra os agentes, o que tornou necessária a intervenção policial. Socorrido ainda no local, o bandido chegou morto ao Hospital Regional de Ponta Porã.
A arma e os entorpecentes foram apreendidos e serão periciados. A ação faz parte da Operação Protetor das Fronteiras, iniciada na segunda-feira (6) com equipes deslocadas de Campo Grande para intensificar o combate ao crime organizado na fronteira.
O caso de 2018
O criminoso morto no confronto foi condenado a 14 anos de reclusão por integrar o grupo que executou o investigador Wescley Vasconcelos Dias, morto com pelo menos 25 tiros de fuzil 7,62 em 6 de março de 2018, em Ponta Porã.
Na época, as investigações apontaram que o crime foi ordenado por Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro” — então líder do PCC na fronteira internacional — depois que o policial descobriu sua identidade real e avançava na operação para prendê-lo.
O sujeito atuou como motorista de apoio aos executores, em uma Chevrolet Captiva. Ele recorreu da condenação e cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Já Minotauro foi preso em 2019 e hoje cumpre mais de 61 anos de reclusão no sistema penitenciário federal.





















