O nome de Eduardo Riedel (PP), atual governador de Mato Grosso do Sul e candidato à reeleição, foi incluído na plataforma eletrônica de divulgação de candidaturas e prestação de contas (Divulgacand) nessa terça-feira (04).
Essa será a sua segunda disputa eleitoral da carreira, tendo como candidato a vice-governador o também atual José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos). Na declaração de bens, o total apresentado foi de R$ 16.147.849,34.
A plataforma também trouxe o documento com as propostas para a próxima gestão, caso seja eleito. Estruturado em quatro eixos estratégicos, o plano está centrado na proposta de dar continuidade às políticas implementadas durante sua primeira gestão.
Ao todo, são 44 páginas, que incluem também um balanço do mandato atual e estabelece metas nas áreas de desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, proteção social, sustentabilidade e modernização da administração pública.
Logo na apresentação, o plano afirma que Mato Grosso do Sul vive “um dos momentos mais promissores de sua história” e sustenta que o desenvolvimento do Estado deve ser baseado no crescimento econômico aliado à inclusão social, responsabilidade ambiental e transformação digital. Ainda segundo o documento, o objetivo é consolidar um Estado que “cresce sem deixar ninguém para trás”.
Balanço da gestão
O plano dedica um capítulo à prestação de contas da administração iniciada em 2023. Entre os principais indicadores apresentados estão o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que teria alcançado R$ 184,4 bilhões em 2023, investimentos privados superiores a R$ 81 bilhões desde 2023 e expansão da indústria de transformação, impulsionada principalmente pelos setores de celulose, bioenergia e agroindustrialização.
O documento também destaca a geração de mais de 19 mil empregos formais em 2025, além da realização de mais de 500 mil qualificações profissionais. Na área social, afirma que a extrema pobreza caiu de 4% para 1,6% da população, enquanto cerca de 44 mil famílias deixaram a insegurança alimentar. Também são citadas a reformulação de programas sociais, ampliação da telemedicina, expansão da educação profissional para os 79 municípios e investimentos em infraestrutura rodoviária, aeroportos e saneamento básico.
Quatro dimensões estratégicas
Para um eventual segundo mandato, Riedel organiza o plano em quatro grandes dimensões estratégicas:
- Pessoas, proteção social e desenvolvimento humano;
- Desenvolvimento, competitividade e futuro;
- Infraestrutura, cidades e sustentabilidade;
- Governança, eficiência e transformação digital.
Segundo o documento, os quatro eixos pretendem integrar políticas públicas para ampliar a qualidade de vida da população, fortalecer a economia e aumentar a eficiência do Estado.
Segurança e políticas sociais
Na área da segurança pública, uma das prioridades será ampliar o uso de inteligência no combate ao crime organizado e fortalecer ações preventivas. Entre as propostas estão a implantação do LABSEJUSP, ampliação do enfrentamento aos crimes de fronteira, fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, expansão do programa Recomeços, implantação do Disque Violência LGBTQIA+ e maior integração entre segurança, educação, esporte, cultura e assistência social.
Na assistência social, o plano prevê ampliar programas voltados à autonomia das famílias. Entre as metas estão a criação de 600 novas vagas do programa MS Supera Mulher para vítimas de violência, expansão do programa Cuidar de Quem Cuida, implantação do cadastro estadual da pessoa com deficiência, criação do Programa de Emprego Apoiado para pessoas com deficiência e fortalecimento da rede de atendimento às pessoas com autismo.
Saúde e educação
Na saúde, a proposta é consolidar a regionalização do atendimento, ampliar a saúde digital, fortalecer hospitais regionais e expandir consultas e exames especializados. O plano também prevê a implantação do Hospital Regional do Pantanal e integração de dados para melhorar o planejamento da rede estadual.
Na educação, o foco permanece na expansão do ensino em tempo integral, fortalecimento da alfabetização, ampliação da formação de professores, modernização das escolas estaduais e incentivo ao uso de tecnologia e robótica em sala de aula. O documento também prevê ampliar a educação profissional alinhada às vocações econômicas de cada região do Estado.
Economia e geração de empregos
A estratégia econômica está voltada para manter Mato Grosso do Sul competitivo diante da implementação da Reforma Tributária. O plano prevê adaptar os programas estaduais de incentivo fiscal ao novo sistema tributário nacional, ampliar políticas de atração de investimentos, fortalecer a inovação tecnológica e estimular novos setores produtivos.
Entre as ações anunciadas estão a ampliação da qualificação profissional, criação de novos mecanismos de apoio ao empreendedorismo, incentivo à agricultura 5.0, implantação de um sistema estadual de rastreabilidade da bovinocultura, fortalecimento da agroindustrialização e expansão da bioeconomia.
Turismo, meio ambiente e infraestrutura
Na área ambiental, o plano reforça a intenção de consolidar Mato Grosso do Sul como referência em economia verde. Entre as propostas estão a operacionalização da MS Ativos Ambientais, ampliação da bioeconomia, incentivo a negócios sustentáveis e fortalecimento dos mercados de serviços ambientais.
O turismo aparece como um dos vetores de desenvolvimento econômico. O documento propõe ampliar o turismo cultural, de negócios e de natureza, diversificar os destinos além do eixo Bonito-Pantanal e fortalecer a promoção nacional e internacional do Estado.
Na infraestrutura, o governo pretende ampliar a malha rodoviária pavimentada, fortalecer corredores logísticos, consolidar a Rota Bioceânica, investir em habitação, saneamento básico, segurança hídrica e adaptação às mudanças climáticas.
Modernização do Estado
O quarto eixo do plano prevê aprofundar a digitalização dos serviços públicos, ampliar o uso de dados para tomada de decisões, fortalecer mecanismos de transparência, manter o equilíbrio fiscal e aperfeiçoar a gestão orientada por resultados. A proposta também contempla maior integração dos serviços digitais voltados aos cidadãos e ao setor produtivo.
Ao longo do documento, o plano defende que a próxima gestão deverá consolidar os resultados obtidos entre 2023 e 2026 e preparar Mato Grosso do Sul para um novo ciclo de crescimento econômico aliado à inclusão social, sustentabilidade ambiental e inovação tecnológica.





















