Irmãs disseram à polícia que foram atraídas para uma casa no Bairro Universitário e ameaçadas para entregar a criança
Uma bebê de apenas 28 dias está desaparecida após uma adolescente de 17 anos relatar à Polícia Militar que ela e a irmã, de 12 anos, teriam sido vítimas de uma suposta ameaça e retenção em uma residência no Bairro Universitário, em Campo Grande. O caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (7) e foi encaminhado para investigação da Polícia Civil.
Segundo o relato inicial feito às equipes policiais, a adolescente teria sido chamada por uma mulher por meio de um grupo de vendas em aplicativo de mensagens para cuidar de uma criança. A proposta seria de pagamento de R$ 100 pelo serviço.
A jovem informou que foi até o endereço indicado acompanhada da irmã mais nova, a pedido da mãe, para que não permanecesse sozinha durante o trabalho. Conforme o relato, as duas foram recebidas em frente ao imóvel localizado na Rua Francisco Aguiar Pimenta.
De acordo com as adolescentes, após chegarem ao local, havia cerca de 10 homens na residência, além da mulher que teria feito o convite. Elas disseram ainda que foram informadas de que outras três mulheres também iriam ao endereço.
Durante a permanência no imóvel, a adolescente relatou que teria recebido água. Segundo ela, a irmã mais nova dormiu durante parte do período em que estiveram no local.
Ainda conforme o depoimento, a adolescente teria sido ameaçada e coagida a entregar a filha recém-nascida, identificada como uma menina de 28 dias. Ela afirmou que recebeu ameaças caso não entregasse a criança.
As irmãs relataram que teriam deixado o local por volta de 1h da madrugada, em um ponto próximo ao endereço, mas não souberam informar exatamente onde ocorreu a saída. A adolescente afirmou também que seu aparelho celular teria sido levado.
Polícia faz diligências e encaminha caso para investigação
Após o chamado, equipes da Polícia Militar foram até o endereço informado pelas adolescentes e realizaram buscas na região indicada. Conforme o registro policial, durante as diligências elas não conseguiram reconhecer com precisão o imóvel ou outros locais apontados.
Por se tratarem de duas adolescentes e para evitar uma possível revitimização, os policiais encaminharam as jovens, acompanhadas da mãe, para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde deverão prestar informações detalhadas à Polícia Civil.
O caso segue sob investigação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização da bebê nem sobre a identificação dos envolvidos no suposto crime. A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do desaparecimento e verificar a procedência dos relatos apresentados.





















