Representantes da Associação dos Ostomizados de Mato Grosso do Sul foram recebidas pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, e a vereadora Luiza Ribeiro, segunda-secretária da Casa de Leis, na manhã desta terça-feira, pouco antes da sessão ordinária. A adaptação do banheiro da Casa de Leis para os ostomizados, além da ampliação da divulgação sobre essa necessidade em outros espaços foram os compromissos firmados no encontro.
As pessoas ostomizadas passaram por uma cirurgia, denominada ostomia ou estomia, em que é criada uma abertura no corpo para eliminação de fezes ou urina por meio de uma bolsinha coletora. Ela pode ser temporária ou permanente. A pessoa necessita de um banheiro adaptado para esvaziar ou trocar essa bolsinha de forma adequada, assegurando todas as condições de higiene, além de espelho e ducha higiênica.
“A adaptação do banheiro é a principal causa dessas pessoas e a gente vai construir, dentro do nosso banheiro da pessoa com deficiência, a adaptação para os ostomizados. Essas pessoas vivem um constrangimento, muitas vezes escondem a sua deficiência, é uma deficiência que não é visível na primeira vista, mas faz toda a diferença esse banheiro adaptado para que essa pessoa possa ter a sua vida normalmente dentro do ambiente de trabalho e ser recebida com dignidade na Casa do Povo, uma Casa de acessibilidade, de inclusão para todas as pessoas de Campo
Grande”, afirmou o vereador Papy.
Além disso, a Câmara deve ampliar a visibilidade sobre o assunto, para que toda a sociedade compreenda as necessidades das pessoas ostomizadas e, desta forma, mais empresas e instituições públicas ajudem na garantia de direitos e também façam as adaptações dos banheiros.
A presidente da Associação dos Ostomizados, Lana Flores, salientou que a adaptação dos banheiros “vem para trazer a dignidade para essa pessoa que se tornou ostomizada, porque ela fica recolhida dentro de casa e se ela não tiver pelo menos o básico, que é um banheiro adaptado, ela pode ter uma vida normal”, afirmou. O acolhimento nas instituições foi enfatizado pela representante da entidade, que destacou a importância dessa adaptação também ocorrer em terminais de ônibus, shoppings e outros lugares públicos. A assistente social da entidade, Angela Maria Graciete, também participou da reunião.
A vereadora Luiza Ribeiro, que intermediou a reunião, também enfatizou como essa adaptação pode fazer a diferença na vida das pessoas. “Elas precisam ter uma vida em que possam trabalhar, estudar, ir aos lugares que quiserem, vir à Casa de Leis. Os ostomizados precisam de uma pequena adaptação”, afirmou.
Na reunião, a Associação levou um protótipo de uma das adaptações possíveis para o banheiro dos ostomizados, contendo as principais necessidades, com o espelho e a ducha higiênica. Há possibilidade de ser feita uma adaptação no vaso sanitário, que precisa ser elevado a uma altura adequada para a troca.
Hoje, em Campo Grande, não há esses banheiros adaptados em espaços públicos. A Associação existe há 31 anos e atende cerca de 2,1 mil pessoas.





















