Uma organização, composta por homens e mulheres de 20 a 36 anos, foi desmontada pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) em Campo Grande na segunda-feira (17). O grupo realizava a venda e a distribuição de medicamentos importados ilegalmente do Paraguai, de uso proíbido no Brasil pelos órgãos sanitários e de saúde.
Conforme divulgado hoje (18), a investigação descobriu um imóvel, localizado na Rua Capitalista, no bairro Aero Rancho, que era usado com depósito. A estrutura contava até mesmo com uma central de vendas online.
Ao todo, 11 pessoas foram presas em flagrante, mas o líder do esquema segue foragido após tentar bloquear a viatura policial e ameaçar usar arma de fogo.
A operação
O GOI detalhou que recebeu denúncias anônimas sobre a movimentação atípica e intensa no imóvel. Dessa forma, foi realizado o monitoramento, flagrando dezenas de entregadores deixando a casa com caixas e sacolas.
Em uma dessas, um homem apontado como chefe da organização foi abordado, porém, ele usou um veículo branco para interceptar a viatura policial, fez menção de sacar uma arma e fugiu. Até o momento, ele não foi localizado.
Para acessar o imóvel, os agentes precisaram estourar o portão. A estrutura era dividida em duas áreas, uma climatizada, com geladeiras dedicadas à conservação de canetas emagrecedoras do tipo Mounjaro e anabolizantes injetáveis.
A outra era o escritório de vendas, com computadores, impressoras de etiquetas e diversos celulares usados exclusivamente para atendimento e despacho de pedidos.
“A casa não era apenas um depósito. Era uma verdadeira central de negócios ilegais, com divisão de funções e estrutura logística pronta para atender compradores pela internet”, destacou um dos investigadores responsáveis pela ação.
Foram apreendidos 14 telefones celulares, alguns etiquetados com setores de atuação, como “Delivery” e “Perfumaria”, dois notebooks, três máquinas de cartão, 16 notas fiscais emitidas no Paraguai, agendas de controle comercial dos anos de 2025 e 2026, além de R$ 950 em dinheiro para troco. Também foram recolhidos lotes de cigarros eletrônicos, perfumes e bebidas sem comprovação legal de importação.
Os 11 presos responderão pelos crimes de associação criminosa, contrabando, além de adulteração e comercialização de produtos destinados a fins medicinais sem registro e com origem desconhecida.
Todo o material recolhido passará por perícia técnica e análise de órgãos fiscalizadores de vigilância sanitária. A investigação segue em andamento para rastrear a rota de abastecimento, o destino final dos produtos e capturar o líder da rede.





















