Conta de luz terá cobrança extra pelo quinto mês seguido em setembro

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Acréscimo será de R$ 1,885 a cada 100 kWh; sistema está com cobrança adicional desde maio

Aneel mantém bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos

Os consumidores brasileiros vão começar setembro com a cobrança adicional da bandeira tarifária amarela na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (28) a manutenção da sinalização, que acrescenta R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Será o quinto mês consecutivo de vigência da bandeira amarela. Segundo a agência, as condições atuais de geração de energia exigem o uso de fontes mais caras, o que resulta na aplicação do custo adicional nas faturas dos consumidores.

A bandeira amarela está em vigor desde maio deste ano. Antes disso, entre janeiro e abril, o sistema operava sob bandeira verde, sem cobrança extra.

De acordo com a Aneel, a manutenção da sinalização para setembro está relacionada às condições menos favoráveis para a geração de energia no país.

Quando há redução na disponibilidade de fontes de geração com menor custo, o sistema pode precisar recorrer a outras alternativas para garantir o fornecimento de eletricidade. Essas fontes têm custo maior e o impacto é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras tarifárias.

A Aneel reforçou a recomendação para o uso consciente da energia elétrica e destacou que pequenas mudanças nos hábitos de consumo podem ajudar a reduzir o valor final da conta.

Como funciona a bandeira tarifária?

O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador das condições de geração de energia no Brasil.

As cores são definidas mensalmente e mostram se o custo para produzir a energia consumida no Sistema Interligado Nacional está mais baixo ou mais elevado.

Em períodos de condições favoráveis, como maior disponibilidade de água para a geração hidrelétrica, a bandeira pode permanecer verde e não há cobrança adicional.

Já quando as condições se tornam menos favoráveis, pode ser necessário utilizar fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Nesse cenário, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, que acrescentam valores à tarifa de acordo com o nível de custo da geração.

O sistema foi implantado em 2015 e tem como objetivo tornar mais transparente para o consumidor o custo variável da produção de energia elétrica no momento do consumo.

Veja quanto custa cada bandeira

Confira os valores adicionais atualmente previstos para cada nível do sistema:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional;
  • Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
  • Bandeira vermelha – patamar 1: acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos;
  • Bandeira vermelha – patamar 2: acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

Os valores representam o custo extra aplicado de acordo com as condições de geração de energia no país.

A manutenção da bandeira amarela significa que, embora o sistema não esteja no nível mais crítico de cobrança, os custos de geração continuam acima das condições consideradas favoráveis.

Para reduzir o impacto na fatura, a orientação é evitar desperdícios e controlar o consumo, especialmente de equipamentos que demandam maior quantidade de energia, como aparelhos de ar-condicionado, chuveiros elétricos e eletrodomésticos utilizados por longos períodos.