Moradores do Bairro Guanandi, em Campo Grande, posicionaram-se contrários à proposta da prefeitura para instalar um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (Caps IJ) na área pública onde está instalada a Praça Artemizia da Silva Lima. O projeto da prefeitura estava pautado para votação na sessão ordinária desta quinta-feira, dia 17, mas foi arquivado.
O Projeto de Lei 12.490/26, do Executivo, buscava revogar a Lei Municipal 6.463, de 2020, que denominou “Praça Artemizia da Silva Lima” a área pública localizada entre a Rua Amiúte, a Travessa Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no Bairro Guanandi, com objetivo de viabilizar a continuidade das obras do CAPS IJ, voltada para atendimentos de saúde mental de crianças e adolescentes.
Representando os moradores do Bairro Guanandi, Wagner Franco Abrão, ocupou a Tribuna para defender que a Praça Artemizia da Silva Lima seja mantida. Ele criticou a imposição da obra. “Quando soubemos desse interesse da prefeitura em executar a obra em cima da praça fizemos abaixo assinado e protocolamos na prefeitura. São 400 assinaturas de moradores solicitando que a obra fosse em outro terreno”, afirmou.
Wagner Abrão afirmou que ainda antes de todo o processo iniciar, anteriormente à fase de licitação, os moradores procuraram a prefeita Adriane Lopes para solicitar a mudança de local, mas não foram recebidos. “Como o morador vai ter qualidade de vida sem uma área verde?”, afirmou. Ele recordou que crianças iam soltar pipa, famílias faziam piqueniques e praticavam esportes na praça, que já teve várias árvores removidas para iniciar as obras.
O representante do bairro ocupou a Tribuna a convite da Mesa Diretora. Diante dos fatos expostos, os vereadores posicionaram-se contrários ao projeto, sugerindo, inclusive, outros locais onde o Caps poderia ser instalado, aproveitando prédios públicos que estão abandonados. O vereador Beto Avelar, líder da prefeita na Câmara, pediu que o projeto fosse retirado de tramitação.
O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, destacou que a Câmara está sempre buscando a solução dos problemas da cidade. “A Câmara serve também para reparar os caminhos equivocados que o Executivo toma. Eu imagino que a ideia do Executivo não seja prejudicar ninguém, até porque o Caps é um equipamento e política pública fundamental para a saúde mental. Mas, não pode ser à revelia do diálogo e debate”, defendeu.





















