Diante de preocupações relacionadas ao transporte coletivo de Campo Grande, vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande cobraram informações sobre o andamento da atual intervenção no Consórcio Guaicurus, durante a sessão ordinária desta terça-feira, dia 15. Dois requerimentos, de autoria da Mesa Diretora, direcionados ao interventor foram aprovados.
O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, cobrou informações sobre o andamento da intervenção, diante da ausência de novas informações e relatórios repassados à Casa de Leis. Ele lembrou de toda apuração realizada pela CPI do Transporte Coletivo, instaurada pela Câmara, resultando em um relatório robusto. “Começaram a intervenção, foram muitas entrevistas, discursos, mas o interventor de repente sumiu. Não temos informações do que se trata, do que se faz”, afirmou.
Em julho deste ano, o Interventor-Geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira esteve na Casa de Leis apresentando cronograma dos trabalhos e dados que apontam para problemas de gestão pelo Consórcio Guaicurus. O presidente Papy pediu que os interventores leiam o relatório da CPI para ajudar na missão. “Hoje esses requerimentos são apresentados para termos respostas de como está saúde financeira do transporte coletivo de Campo Grande. A preocupação não é do Parlamento, é de toda sociedade, que ganhou esperança com CPI, depois com a intervenção e agora o interventor está reclamando que não tem dinheiro e não tem cumprido compromissos”.
A preocupação é que, diante dessa ausência de pagamentos, o serviço seja prejudicado. “Ele não ouse interromper o serviço de transporte público em Campo Grande e possa esclarecer a questão financeira”, disse. O presidente acrescentou que “a Câmara se posicionou ao lado da população, defendendo o interesse do usuário de transporte coletivo”, citando a CPI. “A gente analisou aqui que parte do problema era má gestão e o problema que o Consórcio sempre apresentava era a falta de recursos para o investimento de novos ônibus. E a intervenção entrou lá justamente para consertar os caminhos da gestão e para que com o recurso que já arrecadado das tarifas do transporte público fizesse os investimentos e gerisse o consórcio de forma saudável e superavitária”.
O vereador Maicon Nogueira, que fez parte da CPI, acrescentou que veículos continuam rodando com licenças vencidas. “Nós cobrávamos antes e continuamos cobrando agora porque pouco importa para a população se é o consórcio ou a prefeitura que está fazendo a gestão, a cobrança tem que ser a mesma com a mesma intensidade”. Ele trouxe ainda outras denúncias relacionadas ao assunto.
O Requerimento 67 pede ao Interventor do Consórcio Guaicurus informações detalhadas acerca da destinação dos recursos provenientes da venda, em 2021, do imóvel utilizado como garagem e sede administrativa da Viação Cidade Morena. Já o Requerimento 68 foca no esclarecimento e o encaminhamento de documentos referentes à venda, realizada em 2021, do imóvel localizado na Avenida Gury Marques, utilizado como garagem e sede administrativa da Viação Cidade Morena.











