Pantanal: 756 hectares desmatados sem licença viram alvo de investigação

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Foto: Divulgação

Um Inquérito Civil foi aberto para apurar a supressão irregular de vegetação nativa em uma área de aproximadamente 756,5 hectares no bioma Pantanal. O desmatamento teria ocorrido entre 2022 e 2023, sem autorização ambiental.

O procedimento é do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá. A área afetada integra o Pantanal — patrimônio natural reconhecido mundialmente — e perdeu cobertura vegetal em escala expressiva.

O que o inquérito vai apurar

Sob a condução da promotora de Justiça Ana Rachel Borges de Figueiredo Nina, a investigação busca:

  • 🔍 Esclarecer as circunstâncias do desmatamento;
  • 📏 Confirmar a extensão real dos danos ao ecossistema;
  • 👤 Identificar todos os responsáveis pela supressão;
  • 🌿 Exigir a reparação integral da área degradada.

O proprietário da terra foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar manifestação, inclusive sobre a possibilidade de acordo consensual para recuperação da vegetação.

Com base em autos de infração, relatórios técnicos e dados de fiscalização, o órgão ambiental já havia aplicado multa superior a R$ 757 mil pela intervenção sem licença.

Proteção que não pode esperar

A legislação ambiental estabelece que a exploração ou supressão de vegetação nativa sem autorização configura infração — com possibilidade de multas, recomposição da área e até responsabilidade criminal.

“O MPMS atua para garantir a responsabilização por eventuais irregularidades ambientais e a recuperação das áreas degradadas, buscando assegurar a proteção do Pantanal e a preservação desse patrimônio natural”, destacou a promotora.