Vídeo: pica-paus-de-topete-vermelho são flagrados em exibição rara no Morro Caracará

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Foto: Reprodução/Vídeo

Um registro especial chamou a atenção de observadores e amantes da fauna: dois pica-paus-de-topete-vermelho (Campephilus melanoleucos) foram flagrados na região do Morro Caracará, no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, na divisa com Mato Grosso do Sul.

O registro foi feito pelo fotógrafo Eduardo Melo e mostra o comportamento característico da espécie: enquanto uma ave bate o bico repetidamente contra o tronco, a outra permanece atenta, com as patas firmes na madeira, acompanhando a cena.

Segundo o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), os golpes rápidos servem tanto para localizar alimento — larvas escondidas sob a casca — quanto para comunicação entre o par. A espécie também se alimenta de frutas, integrando o ciclo de dispersão de sementes na floresta.

Conheça o pica-pau-de-topete-vermelho

Com nome científico de raiz grega que pode ser traduzido como “ave branca e preta que gosta de lagartas”, a espécie se destaca também pela aparência distinta entre macho e fêmea:

MachoFêmea
CabeçaTotalmente vermelha, com topete evidentePreta na parte superior e posterior, com larga faixa branca entre os olhos e a base do bico
MarcaçõesMancha branca na base do bico; padrão preto e branco na região subauricularMesmo padrão corporal, sem a vermelhidão da cabeça
TamanhoAté 31 cm de comprimentoAté 31 cm de comprimento
  • Vive aos pares ou pequenos grupos;
  • Escava o próprio ninho em árvores mortas ou palmeiras;
  • Põe de 2 a 3 ovos por ninhada.

Bonito é o principal ponto de encontro da espécie no MS

Dados do WikiAves, plataforma que reúne registros de observadores, apontam que Bonito é o município com maior número de registros da espécie em Mato Grosso do Sul: 144 avistamentos.

Em seguida aparecem Corumbá e Miranda, mostrando que a espécie encontra condições favoráveis tanto nas áreas de mata turística quanto no coração do Pantanal.

O tamborilar ouvido no Morro Caracará é, antes de tudo, um sinal de floresta viva — e um convite para proteger os espaços onde essas aves continuam batendo o bico, dia após dia.