Levantamento da Serasa Experian aponta que 73,4% das faturas foram pagas dentro do prazo considerado pelo estudo em março de 2026, abaixo da média nacional de 76,8%.
Mato Grosso do Sul ficou abaixo da média brasileira no pagamento de faturas de cartão de crédito em março de 2026. No estado, 73,4% das cobranças foram consideradas pagas pontualmente, índice que colocou MS na 19ª posição entre as 27 unidades da Federação, conforme levantamento da Serasa Experian.
O percentual sul-mato-grossense ficou 3,4 pontos percentuais abaixo da média nacional, de 76,8%. O resultado também deixou o estado atrás de Goiás, que registrou 75,9%, do Distrito Federal, com 79,5%, e de Mato Grosso, com 74,3%.
O ranking nacional foi liderado pelo Distrito Federal. Na sequência aparecem Paraná, com 78,7%, e São Paulo, com 78,5%. Já as menores taxas foram observadas em Roraima (69,7%), Amapá (70,2%) e Maranhão (70,3%).
Pagamentos em dia recuam no país
A pontualidade no pagamento das faturas caiu em todo o Brasil na comparação entre fevereiro e março. O indicador passou de 77,9% para 76,8%, uma redução de 1,1 ponto percentual.
De acordo com a série histórica acompanhada pela Serasa Experian, o maior índice foi registrado em julho de 2024, quando 82,5% das faturas foram consideradas pontuais.
O valor médio das faturas pagas também apresentou queda. Em janeiro de 2024, o montante era de R$ 1.412,43. Em março de 2026, chegou a R$ 1.391,05, recuo de aproximadamente 1,5% no período.
O que é considerado pagamento pontual
Pela metodologia da Serasa Experian, são considerados pontuais os pagamentos realizados até 15 dias depois do vencimento da fatura. Isso significa que o indicador não considera apenas quem quitou a cobrança na data exata: pagamentos feitos com atraso de até duas semanas também entram no cálculo.
Os dados fazem parte do Cadastro Positivo, base que reúne informações sobre o histórico de pagamentos dos consumidores e permite acompanhar o comportamento financeiro em diferentes modalidades de crédito.
A Serasa Experian também monitora a inadimplência nos estados. Em outro levantamento, referente a junho, Mato Grosso do Sul contabilizava 1,3 milhão de pessoas com o nome negativado.












