Orionídeas atingem o pico na madrugada de 21 de outubro e podem produzir cerca de 20 meteoros por hora em condições ideais
Quem olhar para o céu na madrugada desta quarta-feira (21) poderá acompanhar um espetáculo astronômico provocado por fragmentos do cometa Halley. A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico de atividade e poderá ser observada em todo o Brasil, desde que as condições do tempo e a iluminação do local favoreçam a visualização.
Segundo o Observatório Nacional, a expectativa é de que o fenômeno produza cerca de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais. O melhor período para tentar observar os rastros luminosos será entre 1h40 e o amanhecer, quando a Lua já terá se posto e o céu estará mais escuro.
Os meteoros das Orionídeas são conhecidos pela velocidade e pelo brilho. De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto de monitoramento EXOSS, parceiro do Observatório Nacional, as partículas podem entrar na atmosfera terrestre a cerca de 66 quilômetros por segundo e, em alguns casos, deixar rastros luminosos que permanecem visíveis por alguns instantes.
Como observar a chuva de meteoros
Não é necessário usar telescópio ou binóculos para acompanhar as Orionídeas. A recomendação é procurar um lugar escuro, longe da iluminação das cidades, e observar o céu a olho nu.
Confira as principais dicas:
- Melhor horário: entre 1h40 e o amanhecer desta quarta-feira (21).
- Direção para olhar: nordeste e norte, nas proximidades da constelação de Órion.
- Local ideal: áreas abertas, com pouca iluminação artificial e horizonte livre.
- Equipamentos: não são necessários; os meteoros podem ser vistos a olho nu.
- Condições do tempo: céu sem nuvens facilita a observação.
Embora os meteoros pareçam surgir da constelação de Órion, eles podem aparecer em diferentes pontos do céu. Por isso, a orientação é evitar olhar fixamente para uma única estrela e manter uma visão ampla da região.
A constelação de Órion é facilmente reconhecida pelas Três Marias, três estrelas alinhadas que formam parte de seu desenho. O radiante das Orionídeas fica próximo à estrela Betelgeuse.
Em 2026, a Lua estará crescente, com cerca de 77% do disco iluminado. O brilho lunar pode atrapalhar a identificação dos meteoros mais fracos no começo da noite, mas o pôr da Lua após a meia-noite deve proporcionar condições melhores na segunda metade da madrugada.
Fenômeno é provocado por fragmentos do cometa Halley
As Orionídeas acontecem todos os anos quando a Terra atravessa uma região do espaço com partículas deixadas pelo cometa Halley. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, esses fragmentos aquecem e produzem os riscos luminosos popularmente conhecidos como estrelas cadentes.
O cometa Halley passa pelas proximidades da Terra a cada 75 ou 76 anos. A chuva de meteoros, no entanto, não depende de uma nova passagem do cometa: ela ocorre porque o planeta cruza os detritos que ficaram espalhados ao longo de sua trajetória.
O período de atividade das Orionídeas em 2026 começou em 2 de outubro e segue até 7 de novembro. Outra chuva associada ao mesmo cometa é a Eta Aquáridas, que costuma atingir seu pico em maio.
Registros podem ajudar pesquisas científicas
Além de proporcionar um espetáculo no céu, a observação dos meteoros contribui para pesquisas sobre os fragmentos de cometas e a formação do Sistema Solar.
Quem conseguir fotografar ou filmar meteoros muito brilhantes pode colaborar com o projeto EXOSS, que reúne registros para estudar esses fenômenos. As imagens e os relatos podem ser enviados pela plataforma EXOSS/IMO Fireball Report.
Para ajudar na análise, é importante informar o horário exato da observação e, se possível, o local de onde o fenômeno foi registrado.





















