Diante de gastos elevados e resultados insuficientes, Papy defende modernização na recuperação de vias

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Papy (foto: CMCG

“É preciso rediscutir o modelo de contratação das empresas que operam o tapa-buracos em Campo Grande”. A avaliação é do presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, diante da crise na malha viária da Capital. Para o parlamentar, o custo elevado e a falta de resultados duradouros exigem uma revisão do modelo adotado pelo Município, com modernização da operação e soluções que garantam mais qualidade às vias públicas.

Papy questiona a efetividade dos contratos atuais, considerando a recorrência dos problemas após as chuvas e os transtornos enfrentados diariamente pela população. “Atualmente, esse é um serviço caro, deficiente e que não dá o resultado que as pessoas esperam. A cada chuva que cai surge um novo transtorno na cidade. Então meu questionamento é o seguinte: será que esse tipo de contrato é o mais adequado?”, ponderou.

O presidente defende que Campo Grande avance para um modelo de execução que priorize a qualidade do serviço e resultados efetivos para a população. “Eu penso que é preciso dar um novo passo em busca de modernização, em busca de serviços diferenciados para Campo Grande, como obras de recapeamento completo de vias que deem resultados para a cidade garantindo a qualidade da infraestrutura das ruas”, afirmou Papy.

A manifestação ocorre em meio à mobilização da Câmara Municipal para fiscalizar a operação tapa-buracos. Os vereadores aprovaram a convocação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos sobre o serviço, e reuniram assinaturas para solicitar a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que deverá apurar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos trabalhos.

Ao defender mudanças estruturais, Papy reforça que a fiscalização precisa contribuir para a busca de soluções que interrompam o ciclo de gastos e reparos sem resultados duradouros. “O que não dá é gastar milhões e milhões todos os meses por uma operação que a cada temporada de chuva o campo-grandense acaba se ‘arrebentando’ nos buracos”, concluiu.