
Data será em 27 de novembro; pesquisa de preços e planejamento ajudam a evitar descontos maquiados e compras por impulso
A pesquisa de preços é o primeiro passo para descobrir se uma promoção representa, de fato, uma economia. O Procon recomenda que o consumidor comece a monitorar os produtos desejados desde já, registrando os valores encontrados para ter uma referência quando as ofertas forem anunciadas.
O cuidado é importante porque algumas lojas aumentam os preços pouco antes da data e depois divulgam uma redução que, na prática, não representa um desconto verdadeiro. A chamada “metade do dobro” é considerada uma prática abusiva e pode ser denunciada aos órgãos de defesa do consumidor.
Uma pesquisa divulgada pelo Google no fim de agosto mostra que 48% dos entrevistados pretendem chegar à Black Friday com a lista de compras definida. Outros 41% afirmaram que planejam gastar mais do que na edição de 2025. O levantamento também aponta que 15% pretendem utilizar inteligência artificial para pesquisar produtos, acompanhar preços e avaliar promoções. Além disso, 60% consideram a data uma oportunidade especialmente vantajosa para comprar itens de maior valor.
Como acompanhar os preços antes da Black Friday
O consumidor pode consultar os valores diretamente nos sites das lojas ou utilizar ferramentas de comparação de preços. Entre as opções disponíveis estão:
- Buscapé;
- BondFaro;
- Google Shopping;
- JáCotei;
- Zoom.
A comparação costuma ser mais eficiente para produtos padronizados, como celulares, televisores, computadores e eletrodomésticos. No caso de roupas e acessórios, a análise pode ser mais difícil, já que os modelos e as características variam entre os fabricantes e as lojas.
Se houver suspeita de aumento artificial de preço, a orientação é guardar provas. Capturas de tela com o valor anterior e o preço anunciado durante a promoção podem ajudar em uma eventual reclamação ao Procon.
Faça uma lista e evite compras por impulso
Outra recomendação é organizar antecipadamente o que realmente pretende comprar. O Procon sugere inclusive separar os itens desejados para a Black Friday daqueles que podem ficar para as compras de Natal.
A lista ajuda a evitar gastos motivados apenas pela sensação de oportunidade ou por anúncios que criam urgência, como “últimas unidades” e “oferta por tempo limitado”.
Antes de fechar o pedido, também é importante conferir o preço final, as condições de parcelamento, os juros e os prazos de pagamento. Uma oferta pode parecer vantajosa à primeira vista, mas perder o benefício quando são considerados os custos adicionais.
Verifique se a loja é confiável
A reputação do vendedor deve ser analisada antes de qualquer pagamento. Plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov.br permitem consultar reclamações de outros clientes e verificar como as empresas respondem aos problemas.
Também é recomendável dar preferência a lojas que apresentam informações claras, como CNPJ, endereço físico e canais de atendimento. Em compras pela internet, vale conferir cuidadosamente o endereço eletrônico da página e evitar links recebidos por mensagens ou anúncios suspeitos.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também recomenda pesquisar o histórico de preços e desconfiar de ofertas muito abaixo do valor praticado no mercado.
No fim, a principal orientação é não deixar que o desconto anunciado determine a compra. Mesmo com um preço reduzido, o produto precisa atender a uma necessidade e caber no orçamento. Planejamento e comparação continuam sendo as melhores formas de aproveitar a Black Friday sem transformar a promoção em prejuízo.




















