PM acusado de matar esposa e suposto amante deve se apresentar

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Lúcio deve se apresentar nesta terça (8), por volta das 15h, segundo advogado.

08/10/2019 11h29
Por: Redação

Deve se apresentar nesta terça-feira (8), no período da tarde, o policial militar ambiental Lúcio Roberto Cabral, 37 anos, segundo afirmação do advogado criminalista José Roberto da Rosa, contratado pela família do militar. Lúcio é apontado como o autor de um duplo homicídio ocorrido no último sábado (5), em Paranaíba.

De acordo com o advogado, que está a caminho da cidade de Paranaíba, informou que logo após almoço vai a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), onde deve organizar a apresentação expontânea do cliente, por volta das 15 horas.

A delegada Eva Maira Cogo, titular da DAM, havia pedido a prisão preventiva do militar e ontem (7), a justiça concedeu a ordem judicial.

O crime

Desconfiado de que estava sendo traído, o policial militar ambiental Lúcio Roberto Queiroz da Silva, matou a tiros na noite deste sábado (5) a esposa Regianni Rodrigues Araújo, 32, e o suposto amante, o corretor de imóveis, Fernando Enrique Freitas, 31, em Paranaíba.

O duplo homicídio, motivado por ciúmes e uma suposta traíção, teria ocorrido depois que o policial ter recebido em seu aparelho celular ‘prints’ de mensagens trocadas entre a esposa e o corretor de imóveis que comprovariam o relacionamento extra-conjungal.

Ainda conforme as investigações, foi a mulher do corretor de imóveis, quem enviou prints de conversas dele com Regianni para o marido dela, Lúcio.

O policial teria vasculhado o celular da esposa e, ao não encontrar vestígios das mensagens, teria partido à procura do corretor, que fica próximo ao Centro de Eventos Carnaíba, na Rua Osvaldo Silva Brandão.

De acordo com relatos do boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Militar (PM), junto à Polícia Civil, a sogra e esposa de Fernando estavam na casa e disserm de Lúcio chegou alterado e com a arma na mão, entrando em luta corporal com a vítima na sala do imóvel e logo após efetuou disparos de arma de fogo. fernando saiu correndo e caiu morto no quarto.

Transtornado Lúcio teria retornado para a residência dos pais, onde a esposa estava, e atirado contra ela no sofá da sala, com marca de entrada de projétil do lado direito, abaixo das costelas, segundo relatos do próprio pai do autor.

O pai ainda disse que tentou segurar o filho para que ele não utilizasse a arma de fogo contra a nora, porém, não conseguiu evitar o crime. Após os disparos, o autor deixou a arma de fogo, uma pistola calibre .40 pertencente a PM, com carregador vazio na estante da sala e saiu em um veículo Fiat Siena com placas de Paranaíba, estando foragido até a presente data.

O correto de imóveis Fernando Enrique Freitas e a Regianni Araujo, de 32, assassinados pelo policial Lúcio Roberto Queiroz Silva. Facebook / Reprodução