Campo Grande tem segundo maior aumento em cesta básica entre capitais

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Valor aumentou em nove cidades e diminuiu em oito, segundo Dieese

06/11/2019 12h55
Por: Redação

Nos dois últimos meses, setembro e outubro deste ano, o custo do conjunto de alimentos essenciais, a cesta básica, teve aumento de 3,10% em Campo Grande, segunda maior alta no valor entre as capitais do país, só ficando atrás de Brasília, que teve aumento de 5,21%. Goiânia teve aumento de 1,12%, ficando em terceiro lugar. Os dados foram coletados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 capitais, divulgados nesta quarta-feira (6).

Do outro lado da tabela, as quedas mais expressivas foram observadas em Natal (-3,03%) e João Pessoa (-2,34%). São Paulo é a capital com a cesta básica mais cara (R$ 473,59), seguida por Porto Alegre (R$ 463,24), Rio de Janeiro (R$ 462,57) e Florianópolis (R$ 458,28). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 325,01) e Natal (R$ 341,90).

Em 12 meses, entre outubro de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-5,11%) e Fortaleza (-1,58%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 1,76%, em Florianópolis, e 10,62%, em Goiânia.

Em 2019, 10 municípios pesquisados tiveram taxas positivas, com destaque para Vitória (6,06%) e Recife (5,57%). Outras sete cidades mostraram redução, a mais expressiva em Aracaju (-9,40%).

Com base na cesta mais cara que, em outubro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em outubro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em setembro de 2019, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo vigente. Já em outubro de 2018, o valor necessário foi de R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.

*Com Agência Brasil

(Fernando Frazão/Agência Brasil)