CRMV-MS, Polícia Civil e Procon MS participaram da ação em uma clínica na cidade de Sidrolândia.
25/11/2019 16h49
Por: Redação
Na tarde desta segunda feira (25), a Polícia Civil em Sidrolândia, através do Setor de Investigações Gerais (SIG), em operação conjunta com o Procon estadual, Vigilância Sanitária e Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), realizou a interdição de uma Clínica Veterinária, localizada na Avenida Mato Grosso.
O estabelecimento foi alvo de denúncia junto ao CRMV, de que no local havia exercício ilegal da profissão por profissional não habilitado, bem como pelo fato de a clínica não possuir registro válido junto ao Conselho.
Segundo a gerente técnica do CRMV, veterinária Ana Carolina Siqueira Gonçalves a denúncia da atuação irregular foi feita pelo sistema de denúncia do Conselho, solicitando averiguação se o médico veterinário que atendia no local, era realmente habilitado. Pois, segundo denúncia, o mesmo realiza atendimento veterinário com a prática de clínica – prescrição de medicamentos veterinários e tratamentos aos animais de companhia.
A clínica não possui registro e nenhuma habilitação para o exercício das atividades perante o Conselho. Não bastasse o teor da denúncia, foi possível constatar que em tese o ‘médico’ exerce atividades privativas de profissional médico-veterinário, sem o necessário cumprimento dos requisitos legais, quais sejam a formação e inscrição junto ao CRMV.
No cartão de visita que foi protocolado junto com a denúncia, o falso médico-veterinário anunciava os seguintes serviços: consultas, coleta de sangue para leishmaniose, exames entre outros.
Também, observa-se a prescrição de medicamentos, conforme receituário, com carimbo contendo nome da razão social de uma possível empresa e com número de um registro no CRMV inexistente nessa localidade, exercendo práticas privativas de atuação de médico veterinário, visto que foi protocolada uma receita médica junto à denúncia.
O responsável pelo estabelecimento foi autuado por exercício ilegal de profissão, ter em depósito irregularmente medicamento controlado, maus-tratos a animais, além das medidas administrativas cabíveis da vigilância sanitária e CRMV.
“Nossa intenção proteger o pet da atuação de falsos profissionais, que não possuem qualificação nenhuma para atender e restabelecer a saúde dos animais de estimação. Essa ação em conjunto é para que todas as irregularidades sejam apontadas e que este estabelecimento não possa mais atuar de maneira ilícita”, pontuou Rodrigo Piva, presidente do CRMV.











