Ele foi alvejado com 12 tiros pelas costas nesta quarta-feira
13/02/2020 09h30
Por: Redação
Morto na noite desta quarta-feira (12) com 12 tiros na fronteira com o Paraguai, o jornalista Leo Veras teria sido executado por causa de publicações em que denunciava o crime organizado na fronteira. Ele foi assassinado em sua casa, na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, distante 345 quilômetros de Campo Grande.
A polícia paraguaia disse na manhã desta quinta-feira (13), que não sabia que o jornalista estava sofrendo ameaças, e que só tomou conhecimento dos fatos depois que foram informados pela família do jornalista. Leo tinha proteção policial, que foi retirada há oito anos. Não se sabe os motivos para a proteção do jornalista ter sido retirada.
Ignácio Vilalba, chefe da polícia no Paraguai disse ao ABC Color que estão fazendo todo o possível para encontrar os assassinos do jornalista, e que já possuem características e pistas dos autores que executaram Leo Veras. Por trás do crime estaria o crime organizado que atua no norte do Paraguai.
Leo vinha publicando várias matérias denunciando o crime organizado na fronteira, e isso seria a causa de seu assassinato. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o jornalista pediu para que sua morte não fosse tão violenta, “por que aqui se um pistoleiro quer te matar, ele vem na sua porta, manda você abrir e te dá um tiro”, disse no vídeo.
Ele foi atingido por 12 tiros, sendo que um foi na cabeça pelas costas quando ele já estava caído no chão, o que demonstra que o jornalista tentou fugir dos pistoleiros. Todos os tiros foram disparados pelas costas de Leo, que chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu e morreu.
Os três pistoleiros encapuzados estavam em um Jeep Grand Cherokee. Nos últimos dias, Léo Veras concedeu entrevista à emissora Record no programa Domingo Espetacular, em uma matéria especial sobre o tráfico de drogas e violência na fronteira.




















