O crime ocorreu no dia 25 de junho de 2013
15/04/2020 17h51
Por: Redação
O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, aceitou nesta quarta-feira (15), pedido da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestos (Garras) para reabrir as investigações sobre o assassinato do delegado aposentado Paulo Magalhães.
Magalhães tinha 57 anos e foi executado ao volante de um jipe, quando buscava a filha na escola, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, no fim da tarde de 25 de junho de 2013. Ele era polêmico e mantinha um site de denúncias.
A reabertura do caso é um dos desdobramentos da Operação Omertà, realizada por uma força-tarefa da Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MP-MS) que desarticulou a milícia do jogo do bicho que agia em Mato Grosso do Sul.
A força-tarefa tem uma lista de crimes de pistolagem, ocorridos principalmente entre os anos de 2018 e 2019, sem mandante conhecido.
Pela morte do delegado, apenas o autor José Moreira Freires, o Zézinho, foi o condenado pelo homicídio na época, começou a responder em liberdade e hoje é considerado foragido.
Além dele, o ex-guarda civil José Moreira Freires, 46 anos, foi julgado pelo tribunal do júri em agosto de 2018 e sentenciado a 18 anos e meio de prisão. Já o ex-guarda Antonino Benites Cristaldo, 42 anos, foi inocentado, porém houve recurso e a determinação de novo julgamento pelo Tribunal de Justiça.
Zézinho foi depois identificado como pistoleiro responsável por várias execuções, mas sumiu após morte do estudante Matheus Coutinho Xavier, em abril de 2019, o bairro Jardim Bela Vista, em Campo Grande. Ele teve prisão preventiva decretada.
O estudante teria sido morto por engano, conforme a denúncia do MP-MS à Justiça. O verdadeiro alvo era seu pai, o ex-capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Xavier.
Na investigação da força-tarefa, aponta existência de indícios de que a morte de Paulo Magalhães também possa envolver o empresário Jamil Name e Jamil Name Filho, presos na operação Omertà que hoje estão no Presídio Federal de Mossoró (RN).




















