Publicado em 06/11/2017 15h12
Acadêmico que matou advogada no trânsito é liberado após pagar fiança R$ 50 mil
Da redação
O estudante, João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, foi liberado após pagar R$ 50,5 mil de fiança e recebeu tornozeleira eletrônica para ser monitorado à distância.
O acadêmico está solto desde às 13h40 de hoje, quando deixou o Patronato Penitenciário de Campo Grande, onde esteve para a instalação da tornozeleira eletrônica.
Ele teve a prisão decretada na sexta-feira (03), após se envolver em acidente de trânsito que culminou na morte da advogada Carolina Albuquerque Machado, 24. O filho dela de 3 anos e 8 meses ficou ferido.
O acadêmico estava preso desde a tarde do sábado (4), quando se apresentou e foi transferido na manhã desta segunda-feira para o Centro de Triagem Anízio Lima.
Ele chegou por volta das 9h à unidade do Complexo Penal, no Jardim Noroeste – bairro do leste da Capital –, mas minutos depois, um oficial de justiça foi até o local para informar que o rapaz tinha de ser liberado.
O alvará de soltura foi expedido nesta segunda-feira (6) depois que a família de João Pedro pagou fiança de R$ 50,5 mil.
No Patronato Penitenciário, as algemas do jovem só foram retiradas depois que ele estava com a tornozeleira.
Em entrevista à imprensa logo após conseguir a liberdade provisória de João Pedro, o advogado classificou o acidente como uma “fatalidade” e disse que não poderia dar detalhes sobre a dinâmica do acidente, pois o processo está em segredo de Justiça.
“João Pedro e a família dele estão todos consternados com a situação. Não quero me manifestar a cerca dos fatos, nem quanto a dinâmica e o pós-acidente, o que eu posso dizer é que o João não estava embriagado, havia o sinal verde para ele, ele passou o sinal verde e abalroou o outro veículo. Foi um acidente, foi uma fatalidade, com relação a velocidade, com relação a dinâmica, com relação a perspectiva de como se deu o fato, isto vai ser traçado num momento oportuno, na questão pericial, com relação a outras circunstâncias, eu vou me abster em respeito ao segredo de Justiça”, disse.
Além de usar tornozeleira João Pedro terá que cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal à justiça para informar suas atividades, não sair da cidade e nem de casa no período noturno e nos dias de folga. Ele também teve a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa.




















