Vinte estudantes do terceiro ano dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) tiveram uma aula diferente neste fim de semana. Como parte da disciplina de Trabalho de Campo Interdisciplinar em Geografia II, eles foram até a Rua 14 de Julho conhecer mais sobre o Programa Reviva Campo Grande, entendendo sua potencial relação multidisciplinar com a educação.

A visita foi guiada pelo geógrafo Rafael Bastazini, representante da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que faz parte do grupo de educação ambiental do Programa, e pela engenheira ambiental Juliana Casadei, consultora socioambiental do Reviva Campo Grande. “Sensibilizar os alunos a partir das suas realidades é de fundamental importância para o ensino de qualquer disciplina. Nesse sentido, enquanto professores, temos que aproveitar as oportunidades para mobilizar os alunos. Portanto, uma obra como a requalificação da 14 de Julho se apresenta como um ponto de partida interessante, pois possibilita a mobilização de diversos conhecimentos a partir da suas características. Especificamente, no ensino de geografia, podemos discutir a relação do centro com as áreas periféricas, a ocupação dos espaços públicos como direito a cidade, a mobilidade urbana através da relação entre os automóveis e pedestres, as atividades comerciais, os diferentes grupos sociais que transitam naquela área e as suas territorialidades, enfim, as possibilidades são diversas”.

Para o professor Rafael Oliveira Fonseca, a atividade foi fundamental para que os alunos, mesmo sendo moradores da Capital e frequentadores da Rua 14 de Julho, compreendessem o conceito do Programa Reviva Campo Grande, vislumbrando-o como um programa que influencia no ordenamento do território do município, uma vez que suas intervenções vão para muito além de obras civis e buscam requalificar o uso de uma área fundamental para a cidade. “Sem dúvida, os alunos perceberam que a intervenção tem um significado muito mais amplo que inclui a ocupação e revalorização dos espaços públicos em uma lógica que enfatiza o pertencimento e a identidade territorial dos habitantes campo-grandenses”, avalia.

“Se um dos objetivos da requalificação da 14 de Julho é a revalorização dos espaços públicos e a apropriação desses espaços pelos citadinos, a educação tem um papel importantíssimo nessa tarefa. É por meio da valorização da coisa pública que mobilizaremos, de maneira mais ampla, a diversidade de convivência, as contradições da vida urbana, o respeito ao diferente, dentre outros valores que de maneira geral, nos tornam cidadãos mais democráticos, respeitosos e que valorizam e ocupam os espaços de sociabilidade da nossa cidade”, completa Bastazini.

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