Analistas tributários da Receita Federal cruzam os braços por 24 horas

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Publicado em 21/03/2018 19h02

Analistas tributários da Receita Federal cruzam os braços por 24 horas

Greve pede o cumprimento imediato do acordo salarial da categoria

Da redação

Cerca de seis mil analistas tributários da Receita Federal paralisaram as atividades em todo país nesta quarta-feira (21), contra o descumprimento do acordo salarial da categoria assinado em 23 de março de 2016 e as alterações nos plantões dos servidores federais que atuam nas áreas aduaneiras, como portos, aeroportos e fronteira seca.

Conforme informação da diretoria do Sindicato dos Analistas Tributários da Receita Federal (Sindireceita), durante a greve, não serão realizados diversos serviços, como: atendimento aos contribuintes; emissão de certidões negativas e de regularidade; restituição e compensação e respostas a ofícios de outros órgãos, entre outras atividades.

Nas unidades aduaneiras, os Analistas-Tributários também não atuarão na Zona Primária (portos, aeroportos e postos de fronteira), nos serviços das alfândegas e inspetorias, como despachos de exportação, verificação de mercadorias, trânsito aduaneiro, embarque de suprimentos, operações especiais de vigilância e repressão, verificação física de bagagens, entre outros.

A greve, frisa o presidente do Sindireceita, Geraldo Seixas é também um ato para chamar a atenção da sociedade para a gravidade dos fatos envolvendo os interesses dos trabalhadores e, em particular, dos servidores públicos. De forma clara, objetiva e transparente, os Analistas-Tributários defendem uma Receita Federal que privilegie a eficiência e a eficácia do órgão com o aproveitamento pleno da mão de obra qualificada de seus servidores.

“Além das incertezas geradas pela continuidade da crise política que atinge o País, do número reduzido de servidores e recursos cada vez mais insuficientes, parece-nos, definitivamente, que o órgão responsável pela administração tributária, como instrumento fundamental para a construção de saídas para a crise fiscal e para a segurança pública, será enfraquecido”, ressalta o representante sindical.

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