Após 20 anos, “Todo Mundo em Pânico” retorna aos cinemas com sátira ao universo do terror

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Anna Faris revive personagem Cindy Campbell em 'Todo Mundo Em Pânico' (Foto: Paramount Pictures)

Novo filme resgata personagens icônicos e faz referências aos principais sucessos do terror dos últimos anos

Mais de duas décadas após transformar o terror em motivo de piada, a franquia “Todo Mundo em Pânico” retorna aos cinemas apostando na mesma fórmula que a consagrou: humor exagerado, referências à cultura pop e sátiras aos grandes sucessos do gênero. A nova produção estreou na quinta-feira (4) e marca o reencontro do público com personagens que se tornaram símbolos da comédia dos anos 2000.

Lançado originalmente em 2000, o primeiro filme nasceu como uma paródia escrachada de “Pânico” e de outros clássicos do terror. Sem pretensão de conquistar a crítica, a produção se tornou um fenômeno de bilheteria ao arrecadar cerca de US$ 278 milhões em todo o mundo com um orçamento estimado em US$ 19 milhões.

O sucesso impulsionou uma série de continuações que ajudaram a consolidar a franquia como um dos principais representantes da cultura pop da época. No Brasil, o desempenho também foi impulsionado pela dublagem, que adaptou piadas e referências para o público nacional e contribuiu para a popularidade dos filmes.

Agora, acompanhando o retorno da franquia “Pânico” aos cinemas nos últimos anos, a sátira também ganhou uma nova sequência. E a brincadeira começa já no título: assim como ocorreu com o quinto filme de “Pânico”, lançado sem numeração, o novo “Todo Mundo em Pânico” abandona a identificação como sexto capítulo da série.

Na trama, os personagens Cindy, Brenda, Ray e Shorty voltam a se reunir após anos para enfrentar mais uma ameaça envolvendo um novo assassino mascarado. O grupo se vê novamente no centro de uma série de situações absurdas inspiradas nos clichês dos filmes de terror.

Produzido pelos irmãos Wayans, conhecidos também pelo sucesso de “As Branquelas”, o longa resgata elementos clássicos da franquia, como o humor metalinguístico, as referências constantes à cultura pop e as situações propositalmente exageradas.

As piadas que brincam com os bastidores da indústria cinematográfica e com os próprios personagens continuam funcionando e ajudam a manter o ritmo da narrativa. Em contrapartida, parte do humor baseado em referências sexuais e em temas que eram comuns no início dos anos 2000 perde força diante das mudanças de comportamento e percepção do público ao longo das últimas décadas.

Outro aspecto observado é o espaço reduzido dado a alguns dos personagens mais queridos da série. Em vários momentos, figuras que marcaram os filmes anteriores acabam dividindo protagonismo com novos integrantes do elenco, enquanto a história tenta reunir referências de diferentes produções do terror lançadas nos últimos 20 anos.

Mesmo com algumas limitações, o novo “Todo Mundo em Pânico” entrega uma experiência nostálgica para os fãs da franquia. O filme aposta no humor leve e despretensioso que marcou uma geração e relembra uma época em que as grandes comédias besteirol dominavam as telas dos cinemas.