Violência contra a mulher pode ser denunciada por vitima com marca do X vermelho. (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasil)

A violência contra a mulher não pode ser tolerada, mesmo que o ato seja fora do âmbito profissional, o que demonstra que o agressor ‘particular’ pode ser ruim aos negócios e cargos que ocupam, principalmente público, vindo a provocar algum ato no trabalho. Assim, para dar exemplo, e em boa atitude, o vereador Victor Rocha (PP), chefe e ‘dono’ do cargo, decidiu exonerar o assessor parlamentar Flamariom Patrizio Diniz, 27 anos, após ele ser preso ontem em flagrante por agredir a esposa.

O Enfoque MS noticiou o caso mais cedo, até sem citar nomes para a principio preservar a vitima, mas a mesma registrou boletim de ocorrência pública e o vereador anunciou a demissão do então servidor comissionado de seu gabinete na Câmara de Vereadores de Campo Grande.

Rocha ressalta que ele ou ninguém mais pode compactuar com tais situações e que cargo público então deve ser exercido com total ilibada vida privada e profissional. “Acabei de tomar conhecimento e já acionei a equipe jurídica. Ao verificar os fatos, adotei a medida de exonerá-lo da função. Esse tipo de atitude não dá para aceitar, cada um responde pelos seus atos. Não sou a favor desse tipo de situação”, argumentou o vereador, então chefe.

O vereador justifica atitude porque atos e fatos já são comprobatórios, mesmo no início da investigação, que levará então as possíveis e passiveis consequências finais criminais. E o rapaz agressor até não faz muito tempo que estava servindo o parlamentar. Flamariom trabalhava com o vereador desde janeiro deste ano, como assessor parlamentar 6.

Caso

O caso ocorreu na noite desta quinta-feira (23), quando praticamente no ato, Flamariom foi preso em flagrante pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), no Bairro Cabreúva.

Conforme registro polícial, ele deu golpe chamado mata-leão para imobilizar a esposa de 29 anos, depois a agrediu com socos, durante uma ‘crise de ciúmes’. A vítima já entrou com pedido de medida protetiva.

A agressão de ontem, já não será a primeira do ‘homem’, pois o mesmo já possui histórico de violências, com boletins registrados entre 2017 e 2019.

Ontem, sendo que não há qualquer motivo que se justifique, violência contra a mulher, ainda foi mais absurdo, pois ele teria justificado a agressão pelo fato de a mulher ter conseguido um emprego.

Veja na matéria anterior os demais “argumentos” do agressor, agora desempregado a bem do serviço publico municipal.

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