Autismo: Conheça essa condição e desvende os mitos que reforçam o preconceito

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02/04/2019 18h33
Por: Suelen Morales

Muitas pessoas ainda desconhecem o que é o autismo e alguns mitos contribuem para a desinformação e o preconceito. Hoje, 2 de abril é considerado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e o início do Abril Azul — mês de luta pelos que vivem com o transtorno.

O autismo é uma condição neuropsicológica, assim como a Síndrome de Asperger, que comprometem as habilidades de comunicação e interação social. Essa condição podem ser diagnosticada até os três anos de idade.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o Brasil tem 38,5 milhões de crianças de 0 a 13 anos, dessas, cerca de 241 mil seriam autistas. A estimativa, contudo, pode chegar a 2 milhões de brasileiros. Como existe a dificuldade em obter o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), os números acabam não sendo precisos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), lembra que apesar dos avanços tecnológicos, precisamos melhorar ainda a conscientização sobre essa condição e dar um maior suporte transdisciplinar a esse grupo de crianças e suas famílias.

A estudante Raiza Franco de 28 anos, é mãe do Kalel de sete anos, diagnosticado com autismo. Ela conta que seu presente chegou aos 21 anos.

“Eu tive o Kalel aos 21 anos, logo após descobrir que tinha problema nos dois ovários e pensei que não poderia engravidar. Graças a Deus nasceu o Kalel, perfeito e com saúde”, conta.

Sobre a condição do filho, Raiza explica que é preciso ter paciência como com qualquer outra criança em fase de descoberta.

“O kalel é super inteligente, ele aprende muito rápido e com facilidade. Mas, não vê necessidade em demonstrar isso. Pra ele algumas coisas são desinteressantes. Já as que ele gosta, garantem um hiperfoco que faz com que ele fale sobre aquilo várias vezes, o tempo inteiro, por meses”, explica.

Kalel é apaixonado por animais marinhos e na escola a mãe conta que ele é ativo, dedicado e sociável. Sobre os mitos que mais a incomodam, está o fato das pessoas acreditarem que autista tem uma idade mental menor ou que são antissociais e gostam de viver isolados.

“Isso é mentira. O Kalel por exemplo, é sistemático, gosta das coisas dele, do espaço dele, mas gosta sim de brincar com outras crianças, gosta que estejamos sempre por perto. Na escola ele é muito sociável. Pode até demorar para se enturmar, sentir confiança, mas depois é só alegria”, afirma.

Outro mito que vale desmentir é que vacinação ou uso de paracetamol causa autismo. “Esse é o maior absurdo que ouvi na vida. O caso do Kalel é uma predisposição genética. Não é por conta de vacina ou remédio”, finaliza.

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