Com poucas questões mais complexas, as provas estavam dentro do esperado
Neste domingo (20) acontece o segundo dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os professores da Descomplica, comentam sobre os temas de Ciências da Natureza e Matemática. Apesar de alguns conteúdos novos, a prova estava dentro das apostas e poucas questões exigiram uma atenção maior dos estudantes.
O professor de química, Francisco Neto, disse que foi uma prova difícil, com muito conteúdo, porém nenhuma das questões era possível resolver apenas com o texto base e o raciocínio em cima dele. “A prova trouxe alguns temas recorrentes, como o tratamento de água, métodos de proteção dentro de eletroquímica, radioatividade envolvendo meia vida, além de uma questão de química ambiental envolvendo chuva ácida com o ciclo do nitrogênio. A surpresa foi que ‘faltou’ isomeria, que é um assunto que foi muito presente nos últimos anos.”
A prova de física, apresentou um nível de médio para difícil, com muitas questões de conta, o que é incomum porque costumamos ter mais perguntas teóricas no Enem, segundo o professor, Léo Gomes. “Um dos destaques foi a da luz engarrafada, que foi uma descoberta de um de um mineiro de Uberlândia e que está tomando conta do mundo pela economia de luz; outra de eletrodinâmica envolvendo associação de baterias também não é comum. Contas chatas, casas decimais, aproximações enjoadas. Em calorimetria caiu gravitação universal. Também teve questão de cinemática envolvendo o som dentro da água e o som fora da água.”
Já o professor, Mauro Belmonte,coimentou que a prova estava de nível fácil para médio. “Tivemos questões difíceis, claro, mas nada fora do padrão. Esse foi “o ano das funções’: função quadrática e análise de gráficos, por exemplo, em que o estudante precisava olhar o gráfico e contar quantas vezes ele batia no zero. Das mais difíceis, acredito que a das poltronas, que tomou uma página inteira, o que se torna cansativo para o aluno; e a de função que envolvia altura, que falava sobre um rapaz que estava numa quadra de vôlei e fazia um saque da bola até o teto. Mas, fora isso, foi uma prova tranquila, com bastante conteúdo dos outros anos também.”
Na disciplina de biologia, o professor Rubens Oda, relatou que a prova puxou bastante para o lado da Saúde Humana, com várias questões envolvendo doenças, como filariose, leishmaniose, coronavírus, tratamento de hemorragia, novos tratamentos do Câncer. “Um ponto também muito importante é que ela trouxe também luz para as novas tecnologias que são usadas em Biologia, como terapia gênica. Então, no geral, a prova estava ‘bonita’, mas também cobrou uma parte da Biologia que o aluno normalmente tem mais dificuldade. O Enem sempre teve um viés muito ambiental e, esse ano, foram só três questões envolvendo ecologia e meio ambiente, falando sobre a introdução da Jaqueira, o círculo do nitrogênio e a competição entre vírus e bactérias no mosquito Aedes Aegypt. Então, tivemos coisas muito específicas que devem ter feito os alunos sentirem uma certa diferença em relação aos anos anteriores do Enem.”





















