Bolivianos fecham fronteira com Corumbá em manifestação contra reeleição de Evo Morales

263

Manifestantes tem apoio do setor de transporte, transporte pesado, setor cívico e parte da população boliviana da fronteira

09/07/2019 10h30
Por: Redação

Desde à 0h desta terça-feira (9), a fronteira entre Corumbá e as cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, está fechada. A ponte que liga os dois países foi interditada por integrandes de movimentos que são contra a reeleição de Evo Morales.

Segundo o site Diário Corumbaense, o presidente do comitê cívico de Puerto Quijarro e o presidente cívico da província de German Bush, marcelito Moreira Silva, disse que o paro cívico é departamental e dura 24 horas, no entanto uma mobilização nacional ainda pode acontecer.

Ele ainda disse que os presidentes dos comitês cívicos irão se reunir em Tarija nos próximos dias para decidir essa manifestação em todo o território boliviano, já que a justiça eleitoral do país não está respeitando o voto de mais de 2 milhões de pessoas que decidiram pela não candidatura de Evo no pleito deste ano.

O protesto também exige a renúncia dos membros do TSE (Tribunal Supremo Eleitoral), que são os juízes eleitorais responsáveis em habilitar por mais uma vez, a candidatura de Evo Morales.

O TSE do país tinha sete juízes, mas dois já renunciara e agora os manifestantes querem a saída dos outro cinco, pois, segundo eles, o voto favorável a candidatura de Evo fere a Constituição boliviana.

O paro na região de fronteira ganhou apoio do setor de transporte, transporte pesado, setor cívico e parte da população boliviana da fronteira. A estrada Bioceânica, responsável em ligar a Bolívia com o Brasil, também está fechada em diferentes pontos.

Com a interdição, apenas é permitida a passagem a pé. Carros de passeio, veículos de grande porte (caminhões que descarregam cargas seja dos dois lados da fronteira) estão proibidos de cruzar a linha de fronteira nesta terça-feira.

(Reprodução/TV Morena)