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sexta-feira, 19 de julho, 2024
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Brasileiros desembolsam R$ 58 por mês em algum tipo de jogo ou aposta, diz pesquisa

Jogos de azar atraem três em cada quatro internautas, com desembolsos maiores entre os jovens e mais ricos, diz pesquisa

O desejo de ganhar uma grande quantia de dinheiro sem muito esforço é comum entre os brasileiros, que gastam em média cerca de R$ 58 por mês em jogos ou apostas, incluindo loterias, baralho, caça-níqueis ou raspadinhas.

Esses dados foram revelados por uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest em parceria com a ENV Media, que mostra que três em cada quatro internautas participam de algum tipo de jogo de azar. O levantamento também indicou que o valor médio gasto varia de acordo com a faixa etária e a renda da população, chegando a aproximadamente R$ 80 nas classes AB e entre os mais jovens.

As loterias são os tipos de apostas mais populares, mencionadas por 58% dos internautas. Além disso, um terço deles afirmou fazer apostas esportivas. Homens (39%) e jovens (45%) são os que mais participam desse tipo de aposta, enquanto os mais velhos são os que menos se envolvem (20%).

De acordo com a pesquisa, três em cada quatro apostadores já tentaram a sorte online, sendo motivados pela emoção do jogo. Além disso, 38% afirmam fazer apostas pelo menos uma vez por semana e dedicam mais de uma hora por semana a essa atividade.

Fábia Duarte, gerente de atendimento e planejamento do Instituto QualiBest, observou que o estudo indica que o mercado de apostas e jogos de azar parece bastante promissor, especialmente entre os jovens.

“O estudo mostrou que há ainda muito a ser trabalhado em relação ao sentimento de segurança do apostador, especialmente entre os mais velhos. Além disso, há um grande potencial de crescimento entre as mulheres, desde que as apostas não estejam limitadas apenas aos esportes”, comentou ela.

No entanto, o Instituto ressaltou que ainda há falta de esclarecimento sobre apostas e jogos de azar. Em relação à regulamentação, mais da metade dos entrevistados tem pouco ou nenhum conhecimento sobre a legislação, o que contribui para a insegurança em determinar se os jogos são uma forma segura e saudável de entretenimento.

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