Com o ‘start’ da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-buraco, nesta sexta-feira (6), o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, enfatizou que o tema é sensível para o campo-grandense, porque “a gente sempre conviveu com crise de tapa-buraco”.
“O primeiro ponto que a CPI vai estabelecer é a condenação do modelo de contratação. A gente não pode mais permitir que a cidade gaste perto de 50 milhões por ano em cima de um serviço que é ineficiente. Hoje a gente tem a sensação, andando nas ruas, que o serviço é ineficiente, mas isso precisa ser atestado, comprovado, documentado, periciado e, a partir disso, fazer a proposta da mudança do modelo de contratação”, afirmou o presidente da Casa de Leis.
Foram definidos os membros integrantes da CPI, que terão 120 dias para dar uma resposta à sociedade. A vereadora Luiza Ribeiro (PT) vai presidir o grupo de trabalho; e o vereador Vitor Rocha (PSDB), será o relator. Os demais integrantes serão: Dr. Lívio (União), Beto Avelar (PP) e Leinha (Avante).
Autora do requerimento de abertura da CPI, a vereadora Luiza Ribeiro ressaltou que a investigação também destacou que é necessário verificar desde a aplicação dos recursos até a execução dos contratos e entender se a ausência de manutenção decorre das chuvas ou de outros fatores.
“É um trabalho estritamente técnico para investigar a situação do serviço de tapa-buracos e sua crise, seja quanto à correção da aplicação dos recursos, à contratação e execução dos serviços ou à ausência de atendimento. Queremos saber se isso é deliberado ou se é uma situação decorrente das chuvas, como vem sendo alegado”, pontuou Luiza.
Na avaliação do presidente Papy, atualmente, todos os problemas da malha viária de Campo Grande são tratados com tapa-buraco, quando deveria dar uma solução para cada tipo de problema e otimizar os recursos.
“Se gasta uma fortuna de dinheiro. Há corrupção nisso? A CPI vai investigar. Há negligência do Poder Público? A CPI vai investigar. Mais do que isso, precisa trazer uma solução de transformação com um modelo de contrato mais moderno, com empresas mais capazes, de usar o mesmo dinheiro para fazer um serviço melhor”, destacou Papy.











