O assassinato de Márcia Catarina Lugo Ortiz, 57 anos, que está sendo investigado desde o achado de seu corpo a 10 dias, conforme o Enfoque MS noticiou, levantava suspeita sobre o marido da vitima, apesar que família ou parte dela, não considerava a hipótese de Guilherme Yarzon Ortiz, 66 anos, ter motivo e cometido o crime. Contudo, ele era suspeito ante as apurações da PC-MS (Polícia civil de MS). Mas, do último dia 08, quando Márcia foi descoberta morta, até ontem, o homem e a situação virou aquele confuso ou macabro “casos de família’. Já na última sexta-feira (15), quem virou suspeito e acabou sendo preso, foi o sobrinho da mulher, que estaria a ajudando a ‘investigar’ uma conduta de suposta traição do esposo, que era policial civil aposentado.

Assim, o caso, a Policia se viu em uma reviravolta no inquérito, tirando Guilherme da mira e colocando sob suspeita o “sobrinho” dela, Carlos Fernandes Soares, 33, ‘pego’ após uma denúncia anónima, que o levou a ser preso na sexta-feira. A Justiça deferir pedido de prisão temporária feito pelo delegado João Reis Belo, da 6ª Delegacia de Polícia, que comanda as investigações, naquele dia após acharem o carro que a vitima teria sido vista pela última vez.

Conforme o delegado, até denúncia anônima levar a polícia a uma Toyota SW4 preta, a chave da investigação, tudo levava a crer que o policial civil aposentado com quem Márcia era casada teria motivos para matá-la. Na semana em que foi encontrada morta, a dona de casa estava seguindo o marido atrás de “provas” de que ele colecionava amantes. A intenção de Márcia seria expor a infidelidade do marido e anunciar a separação à família depois do aniversário dela, no dia 11 de outubro. Ela foi morta provavelmente dia 07 e encontrada no dia seguinte , conforme noticiamos, sendo apontada que teria desaparecido ao entrar num carro preto, próximo de casa na Vila Carvalho, região central de Campo Grande.

Agora o ‘sobrinho’, que segundo informações da família, chamava Márcia de tia, por consideração, foi quem primeiramente levantou as acusações ao ‘tio’. Mas, agora, ele será investigado pelo assassinato, pois a polícia descobriu um vinculo dele com o tal ‘carro preto’, onde foi apontado por uma vizinha, que Márcia embarcou na noite do dia 7 de outubro, quando desapareceu. “Uma força-tarefa policial, com integrantes da 6ª DP, DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios) e GOI (Grupo de Operações e Investigações), passou a seguir o rastro de Carlos. Os policiais descobriram que a Toyota SW4 havia sido alugada por ele, pelo ‘sobrinho’ e assim se pediu sua prisão”, apontou o delegado.

Carro examinado

Carlos Henrique Machuca Santareno, o "China", quando foi preso na sexta-feira. (Foto: Reprodução)
Carlos Henrique Machuca Santareno, o “China”, quando foi preso na sexta-feira. (Foto: Reprodução)

O delgado Reis Belo, disse que carro foi encontrado e levado para o pátio da 6ª DP, onde passou por perícia na tarde de quinta-feira (14), antes do pedido de prisão do ‘sobrinho’. No veiculo foi apurou que houve reparos feitos – a SW4 tinha passado por lava-jato e serviços em tapeceiro e funileiro. “Mas, os peritos são capazes de localizar vestígios, caso algum crime tenha acontecido ali. Material foi coletado no interior do automóvel para tentar encontrar sangue da vítima, por exemplo”, afirmou Belo.

Carlos Fernandes, que era cúmplice de Márcia no plano para desmascarar o marido, foi pego pela polícia no mesmo dia em que outro Carlos, o Henrique Machuca Santareno, agiota conhecido como “China”, que também acabou sendo preso.

Agora, os dois são investigados no caso e os principais suspeito do crime.

Não houve manifestação da família sobre o marido se tornar vitima e o então ‘sobrinho’ o acusado.

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