Chuvas atrasam colheita do milho em MS, que avança menos que no ano passado

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(Foto: Álvaro Rezende)

Levantamento da Aprosoja aponta que apenas 180 mil hectares haviam sido colhidos até 10 de julho

O excesso de chuvas registrado nas últimas semanas continua impactando o ritmo da colheita do milho de segunda safra em Mato Grosso do Sul. Levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) mostra que, até o dia 10 de julho, apenas 8,2% da área cultivada havia sido colhida no Estado, percentual inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o boletim divulgado pela entidade, o índice representa cerca de 180 mil hectares já colhidos e está 5,6 pontos percentuais abaixo do desempenho observado na safra anterior. A principal causa para o atraso é a elevada umidade nas principais regiões produtoras, que dificultou a entrada das máquinas nas lavouras e retardou o início dos trabalhos.

A expectativa da Aprosoja/MS é de que a colheita ganhe ritmo na segunda quinzena de julho, período tradicionalmente marcado pela intensificação das operações no campo.

Centro lidera avanço da colheita

Entre as regiões monitoradas, a área central apresenta o maior percentual de colheita concluída, com 9,3% da área cultivada. Na sequência aparece a região sul, com 9%. Já o norte registra o menor avanço do Estado, com apenas 0,8% da área colhida.

Apesar do atraso na retirada dos grãos, a entidade manteve as projeções para a safra 2025/2026. A estimativa é de cultivo em 2,206 milhões de hectares, produtividade média de 84,2 sacas por hectare e produção total de 11,139 milhões de toneladas de milho.

A área destinada ao cereal representa cerca de 46% da superfície ocupada pela soja em Mato Grosso do Sul, percentual considerado inferior ao registrado em ciclos anteriores.

Maioria das lavouras segue em boas condições

O boletim também aponta estabilidade nas condições das plantações. Atualmente, 71% das lavouras são classificadas como boas, enquanto 18% estão em condição regular e 11% apresentam avaliação ruim.

A melhor situação é observada na região nordeste do Estado, onde 96,7% das áreas receberam classificação positiva. Em contrapartida, a região central concentra o maior índice de lavouras em condição ruim, com 23,8%, seguida pela região sul-fronteira, que registra 17,7%.

Geadas tiveram impacto localizado

A Aprosoja/MS também avaliou os efeitos das geadas registradas entre os dias 24 e 26 de junho, principalmente na região sul-fronteira. Segundo a entidade, o fenômeno atingiu áreas que estavam em fase reprodutiva, provocando perdas estimadas em até 5% das lavouras localizadas nos municípios afetados.

Apesar disso, a associação considera que os prejuízos são pontuais e não devem comprometer significativamente a produção estadual de milho.

Para as próximas semanas, a recomendação é de atenção às condições meteorológicas. A previsão indica continuidade de chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul, cenário que poderá influenciar diretamente a velocidade da colheita no Estado.