Conselho propõe redução no índice de tarifa nas indústrias do MS

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Publicado em 27/03/2018 18h44

Conselho propõe redução no índice de tarifa nas indústrias do MS

Definição acontecerá depois de reunião com diretoria da Aneel

Correio do Estado

Representantes do Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa-MS (Concen) reuniram-se hoje (27), para alinhar os detalhes da pauta que vai deliberar a revisão tarifária periódica, marcada para entrar em vigor em 8 de abril.

A equipe participará da última reunião técnica realizada antes do reajuste, no qual propuseram correções que podem impactar nos índices, propostos em 11,82% para indústrias e 8,41% para consumidores residenciais (ou 8,35% se considerada toda a baixa tensão).

Segundo a presidente do Concen, Rosimeire Cecília da Costa, no encontro desta segunda-feira, foram trabalhados todos os dados que foram solicitados pela concessionária Energisa para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Conferimos as fórmulas e queremos todas auditorias possíveis, para não ter problemas com informações que podem se tornar índices. Por isso, faremos todos os questionamentos possíveis já que temos a expectativa de diminuir indices preliminares da classe industrial”, argumenta.

O engenheiro eletricista, Ricardo Vidinich, explicou que a definição final só acontecerá depois da reunião marcada para dia 3 de abril, em Brasília (DF). “Estamos otimistas que o índice diminua para classe do grupo A, no segmento industrial e de alta tensão. Esta redução contribuirá para consolidação das atividades do setor em Mato Grosso do Sul”, conclui.

ALTAS

O aumento na conta de energia em boa parte do País já era esperada por consultorias especializadas para este ano. Mesmo com a inflação fechando abaixo dos 3% no País – 2,11% em Campo Grande, segundo o IBGE -, o rombo no setor e maior acionamento das termelétricas pode causar um reajuste médio de 10% na conta de luz dos brasileiros.

Entre os reajustes aprovados nesta primeira etapa, o Rio Grande do Sul aparece com maior percentual, 23,28%. Já a empresa CPTL Paulista prevê alta de 15,77% e, em Mato Grosso, o reajuste poderá ficar em 10,64%.

A revisão tarifária está prevista nos contratos de concessão e tem por objetivo obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição e a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pela ANEEL. A audiência também discutirá a qualidade do serviço e os limites dos indicadores de continuidade.

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