Contar vota em Campo Grande e diz que grupo de Riedel foi montado para vencer

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(Foto: Jornal A Crítica)

Candidato ao Senado afirmou que união das lideranças da direita ocorreu após orientação de Bolsonaro

Quatro anos depois de disputar o governo de Mato Grosso do Sul contra Eduardo Riedel (PP), Capitão Contar (PL) voltou às urnas neste domingo (4) ao lado do grupo político que apoia a reeleição do governador. Candidato ao Senado, ele votou em Campo Grande sob chuva e afirmou que a aliança formada para a eleição deste ano foi construída com o objetivo de vencer as duas vagas em disputa pela Casa.

“O time foi montado para ganhar”, afirmou Contar após votar.

O candidato chegou ao local de votação acompanhado de familiares e integrantes da equipe de campanha. Durante a entrevista, classificou o domingo como um momento decisivo para a democracia e disse acreditar em um “novo futuro” para o país.

“Hoje é o dia D da nossa democracia. Está nas mãos de todos os brasileiros escolherem um novo futuro”, declarou.

Aliança com Riedel

Contar atribuiu a união das principais lideranças da direita em Mato Grosso do Sul a uma orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o pedido foi para que o grupo evitasse uma disputa dividida na eleição para o Senado.

“Ele pediu que, aqui no Estado, a gente se unisse em torno de um projeto só, para que a gente não saísse daqui dividido”, afirmou.

A composição colocou Contar e Reinaldo Azambuja, ambos do PL, como candidatos ao Senado pela mesma aliança que apoia Riedel ao governo. Mato Grosso do Sul elege duas pessoas para o Senado neste domingo, e os dois candidatos mais votados ficam com as vagas. Cada eleitor pode votar em dois candidatos diferentes.

A mudança de posição marca uma diferença em relação à eleição de 2022. Naquele ano, Contar disputou o segundo turno pelo governo estadual contra Riedel e terminou derrotado. Em 2026, os dois passaram a integrar o mesmo grupo político.

Experiência de 2022

Ao comparar as duas eleições, Contar afirmou que chega à disputa pelo Senado com mais experiência e uma estrutura partidária maior. Ele disse, porém, que manteve a estratégia de percorrer o estado e conversar diretamente com os eleitores.

Segundo o candidato, a campanha passou pelos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

“A gente não perdeu o jeito honesto, transparente e humilde de fazer campanha. Pé no chão, olho no olho”, afirmou.

Contar também disse que o período eleitoral exigiu uma rotina intensa da equipe e avaliou que o domingo representa o momento de colher o resultado do trabalho realizado durante a campanha.

“Hoje é o dia de colher tudo aquilo que a gente plantou”, declarou.

Compra de votos

Durante a entrevista, Contar também criticou a compra de votos e defendeu que os eleitores não negociem a escolha nas urnas. Ele não citou casos específicos, cidades ou nomes relacionados a eventuais denúncias.

“Nós vamos ser vitoriosos sendo transparentes. A gente não pode vender o voto. É isso que a gente quer para o Brasil”, afirmou.

A compra de votos é crime eleitoral. Denúncias de irregularidades podem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral.

Expectativa pela apuração

Depois da votação, Contar afirmou que pretende acompanhar a apuração com familiares, amigos e integrantes da equipe. Ele também disse que deverá se reunir com os aliados durante a divulgação dos resultados.

Na última pesquisa Campo Grande News/Novo Ibrape divulgada antes da votação, Reinaldo Azambuja aparecia com 34,8% dos votos válidos e Contar com 31,7%. Soraya Thronicke tinha 12,8% e Vander Loubet, 12%. O levantamento ouviu mil eleitores entre 27 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais. Pesquisa eleitoral representa o cenário no período em que as entrevistas foram realizadas e não substitui o resultado das urnas.

A votação em Mato Grosso do Sul ocorre até as 16h no horário local. Quem estiver na fila nesse momento ainda tem direito de votar. Os resultados serão divulgados após o encerramento da votação e a totalização dos votos pela Justiça Eleitoral.