25/07/2019 18h33
Por: Alan Diógenes
Após extrato de termo aditivo publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (25), o Ministério da Justiça e Segurança Pública prorroga o convênio com cooperação do Governo do Estado para combater o tráfico internacional de drogas. O convênio venceria no dia 28 de julho e foi prorrogado por 60 dias, contando a partir do dia 27 deste mês.
A prorrogação atende aos pedidos do próprio Governo Estadual que quer estender ações para o combate ao tráfico de drogas, que hoje é feito pela Polícia Federal, que tem baixo efetivo e também não está presente em todos os municípios. A ideia é colocar as Polícias Civil e Militar para também fazer um maior enfrentamento, e com mais recursos.
No passado, no ano de 2014, quando o convênio foi firmado, o Estado deveria dividir com a União as ações de combate ao narcotráfico, já que Mato Grosso Sul faz divisa com os países vizinhos Bolívia e Paraguai, cujas estradas que ligam uma região a outra, são consideradas rotas para o tráfico, por isso a abrangência das duas competências.
Mas, apesar de todo o esforço, o Estado se viu preso às cláusulas do convênio, que permite a ele arcar sozinho com as despesas do enfrentamento ao tráfico.
Por isso, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) busca uma contrapartida maior da União para a continuidade dos trabalhos, que são feitos pelas Polícias Militar e Civil, como: apreensões, destinações de drogas e prisões de bandidos, que hoje são encaminhados apenas para os presídios estudais.
Membros da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional de Mato Grosso do Sul) já solicitaram ao Ministério da Justiça a prorrogação do convênio, temendo que a segurança no Estado se torne um “caos”.





















