Dupla violenta mulher após saída do trabalho de madrugada em cidade de MS

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Samu foi acionado para atender mulher. (Foto: Alfredo Neto/ RCN67)

Além de estar saindo em plena madrugada do trabalho, uma mulher de 45 anos foi vítima de violência sexual praticada ainda por dois homens. O crime de estupro e mais violências física, ocorreu no início da madrugada deste domingo (3), em Três Lagoas, terceira maior cidade de Mato Grosso do Sul, que fica a 327 KM de Campo Grande. Ela foi abordada pela dupla que a agrediu e só foi salva porque um casal passou pelo local no momento da ação criminosa. Assim, a conjunção carnal, em pratica final do estrupo, não foi concretizada.

Conforme registro policial, a mulher havia saído do trabalho e caminhava para a casa, por volta de 00h30, quando foi surpreendida pela dupla na Rua Rogaciano Garcia Moreira, no bairro Jardim Rodrigues. Eles estavam escondido em um mato da rua praticamente sem iluminação e ela não percebeu a presença dos homens.

“A vítima estava em estado de choque e apenas conseguiu dizer que os criminosos eram dois homens altos e que ambos saíram do mato às margens da rua. Os homens não foram localizados”, apontou a PM.

Após, a vitima descreveu que ate conseguiu se desvencilhar dos abusadores brevemente ao sair correndo, gritando por socorro, e ainda discar o número 190 da Polícia Militar. Ao ser atendida no telefone, ela gritou que estava sendo estuprada por dois homens perto da escola Marlene de Noronha.

Salva antes de piorar situação

A mulher descreveu também, que os homens chegaram novamente nela, e estava na ligação com a PM e na tentativa de impedir que seu celular fosse pego, ela lançou o aparelho no mato. Eles continuaram a ‘prender’ e só se viu livre da dupla quando um casal apareceu no local. Assim, os criminosos abusadores fugiram.

O casal, que estava em um veículo, notou a presença da mulher e parou para prestar ajuda. Na sequência, uma viatura da Polícia Militar chegou ao local e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, que encaminhou a vítima à UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Crime

O caso foi registrado como estupro na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do município.

A conjunção carnal, em pratica final do estrupo, não foi concretizada. Mas, a Lei 12.015, de 7 de agosto de 2009, prevê que “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal”, mesmo sem penetração,  configura-se como crime de estupro, passível a pena de reclusão, de 6 a 10 anos.