Campanha foi marcada por troca de acusações, debates e pesquisas que indicaram equilíbrio entre os candidatos
Cerca de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (25) para decidir quem comandará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao segundo turno após uma campanha marcada por ataques entre os candidatos, questionamentos nas redes sociais e pesquisas que apontaram equilíbrio na reta final.
Além da escolha do presidente, eleitores de cinco estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins — e do Distrito Federal também vão às urnas para decidir as disputas pelos governos estaduais.
A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em Mato Grosso do Sul, por causa da diferença de fuso horário, as urnas funcionam das 7h às 16h, no horário local.
Disputa apertada desde o primeiro turno
O resultado da primeira etapa da eleição mostrou uma diferença pequena entre os dois candidatos. Flávio Bolsonaro terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A distância foi de 1,87 ponto percentual.
Na reta final da campanha, levantamentos de intenção de voto mantiveram os dois candidatos em situação de empate técnico, embora Flávio aparecesse numericamente à frente em algumas pesquisas.
No sábado (24), último dia de campanha, os dois presidenciáveis concentraram agendas no Sudeste. Flávio participou de compromissos em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, enquanto Lula esteve no Rio e em São Paulo.
O último debate entre os candidatos foi realizado na sexta-feira (23), pela TV Globo. Economia, saúde e segurança pública estiveram entre os temas discutidos, em um confronto que também teve acusações e críticas aos governos e às propostas dos adversários.
TSE pede tranquilidade e atenção às informações
Na noite de sábado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para orientar os eleitores e reforçar a preparação da Justiça Eleitoral para o segundo turno.
O ministro afirmou que a estrutura eleitoral está mobilizada para garantir a livre manifestação dos eleitores e preservar o clima de tranquilidade registrado no primeiro turno.
Nunes Marques também recomendou que os brasileiros confiram o local de votação antes de sair de casa. Segundo ele, houve poucas alterações, mas é importante verificar os dados nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
A consulta pode ser feita nos sites do TSE e dos tribunais regionais eleitorais, pelo aplicativo e-Título e pelo ChatVote, assistente virtual da Justiça Eleitoral. O presidente do tribunal também pediu cautela com mensagens sensacionalistas ou acusações recebidas e compartilhadas pelas redes sociais.
Quem não votou no primeiro turno pode votar?
Sim. O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno pode participar normalmente da votação deste domingo, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
A Justiça Eleitoral considera cada turno uma eleição independente. Por isso, a ausência na votação de 4 de outubro não impede automaticamente a participação no segundo turno, nem provoca, por si só, o cancelamento do título.
Para verificar a situação eleitoral, o eleitor pode acessar o aplicativo e-Título, entrar em “Mais opções” e selecionar “Consultar situação eleitoral”. Outra possibilidade é utilizar o serviço de Autoatendimento Eleitoral no site do TSE e procurar a opção “Situação do título”.
Como acompanhar a apuração
A divulgação dos resultados começa a partir das 17h, pelo horário de Brasília, conforme o cronograma da Justiça Eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, esse horário corresponde às 16h locais.
Os resultados poderão ser consultados em tempo real no portal oficial do TSE, que disponibiliza a totalização dos votos por meio do sistema de divulgação das eleições.
A apuração definirá quem venceu a disputa presidencial mais acirrada entre os dois candidatos desde o primeiro turno e quem assumirá a Presidência da República para o mandato de 2027 a 2030.
















